Cincão Fest termina com saldo positivo
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domingo, 17 de outubro de 2004
Karla Matida<br> Reportagem Local 
Nem mesmo os seguidos dias chuvosos na última semana atrapalharam o saldo positivo da 6 edição da Cincão Fest, que terminou ontem à noite. Durante nove dias, o evento movimentou a região norte de Londrina, transformando a Avenida Saul Elkind em ponto de encontro festivo. Segundo números da organização, cerca de 80 mil pessoas passaram pelos pavilhões de alimentação, da feira de ponta de estoque, do parque de diversões e pelo espaço de shows.
''É a nossa Exposição'', disse Eros Zulai Ramos, presidente do evento. ''Do ponto de vista institucional foi muito bom. Aqui não é só show e alimentação. Tivemos também a questão da saúde onde as pessoas puderam fazer exames de medicina preventiva'', lembrou Ramos.
''Também não é um evento estritamente comercial, mas nos dias em que o tempo esteve bom, o público superou as nossas expectativas'', relatou o presidente. O evento, que faz parte do calendário municipal, arrecada recursos para entidades assistenciais. ''A festa hoje tem amplitude maior que a regional, mas a maioria dos projetos sociais é aqui da região'', completou.
Da escola de samba ao grupo da terceira idade, os projetos participantes tinham os mais variados propósitos. ''O que eles conseguiram vender foi lucro, já que a festa não cobra aluguel, mas eles se cotizaram para contratar a segurança'', contou o presidente. O público também não precisou pagar ingresso para circular pela festa. ''Como a maioria das pessoas é da região, não precisa gastar também com ônibus ou estacionamento'', explicou.
''Tivemos mais de 40 entidades envolvidas'', lembrou. Até sábado, uma feira de ponta de estoque contabilizou bons negócios para comerciantes e consumidores. ''A comunidade pôde adquirir com preços menores e os comerciantes desovaram o estoque para ter capital de giro para o Natal'', explicou.
Na madrugada de ontem, o vendaval que derrubou árvores e postes pela cidade também atingiu a Cincão Fest. ''Foi bem feio, mas a nossa estrutura forte resistiu. Algumas peças de artesanato ficaram molhadas, mas vão secar'', disse Ramos. ''Quando os ventos começaram as pessoas já tinham ido para suas casas'', lembrou o presidente.


