'Cincão' é o valor cobrado por programa
Rua do Cincão local das duas últimas prisões é o nome como ficou conhecido um trecho da Rua Francisco Julio de Azevedo, localizada no bairro classe média do Jardim Botânico e separado apenas por uma avenida da pobreza da Vila das Torres, e que virou ponto de prostituição. O nome ''Cincão'' refere-se ao baixo preço (R$ 5) cobrado pelas moças. Houve época em que dizia-se que os programas eram feitos por até R$ 1,99.
No Parolin, a prostituição concentra-se nas proximidades da esquina da Avenida Presidente Kennedy e Rua Brigadeiro Franco. Apesar de menos conhecida, as condições são as mesmas da Rua do Cincão. ''A maioria dos clientes é de classe C. São homens que trabalham, têm família, carro. Eles passam no lugar e acertam o preço. Se ficar acertado só sexo oral, eles vão para uma escura ali mesmo'', conta o tenente Vianei. Normalmente o sexo acontece dentro do carro, nas dependências de lanchonetes do tipo ''drive-in'', que serve lanches no veículo, em terreno baldio ou em hotéis próximos.
Reportagem feita pela Folha no ano passado na Rua do Cincão detectou que o local é frequentado por adolescentes usuárias de drogas. Ali, é comum elas fazerem sexo e com o dinheiro que recebem compram drogas. A reportagem constatou casos de garotas contaminadas por doenças sexualmente transmissíveis, entre elas a Aids, e alta incidência de tuberculose.
A PM e Conselho Tutelar encaminham as menores para a Fundação de Assistência Social (FAS). Este ano foram encaminhadas 12 menores, 8 retiradas de ruas. A dependência das drogas, no entanto, é responsável por um alto índice de reincidência.
Clientes flagrados com menores são presos ou autuados para responder inquérito policial.(M.G.)





