Cimeira analisa acordo antidrogas
Agência Estado
Um acordo inter-regional sobre o tráfico de drogas deverá ser fechado durante a Cimeira América-Latina e Caribe-União Européia, quando será analisado o documento Plano de Ação Global em Matéria de Drogas Entre União Européia, América Latina e Caribe, elaborado por representantes dos blocos em sucessivos encontros internacionais. O último foi em abril, no Panamá, quando se chegou ao texto final, que poderá ser aprovado pelos chefes de Estado e de governo na Cimeira.
O encontro será realizado na segunda e terça-feira, no Rio, com a participação de 47 chefes de Estado. Segundo o ministro José Antonio Macedo Soares, responsável, no Itamaraty, pela área de crime organizado, o documento lista, em 12 páginas, uma série de ações conjuntas a serem implementadas. Uma das propostas aprovadas, por exemplo, prevê a criação de programas regionais para controle da lavagem de dinheiro e lançamento de campanhas educativas, numa tentativa de reduzir a demanda.
Um grande esquema de segurança foi montado para garantir a segurança dos 47 chefes de Estado que estarão no Rio. Pelo menos 1.500 agentes do Serviço de Inteligência da Polícia Federal e do Comando Militar do Leste (CML) realizam uma grande operação antiterror para protegê-los. A maior preocupação são o presidente de Cuba, Fidel Castro, e os primeiros-ministros da Itália, Massimo DAlema, e da Espanha, Jose María Aznar, Países onde há registros de atos terroristas.
Os agentes temem ações de extremistas que atuam não só na Europa, como o ETA (Patria Basca e Libertade), mas também na América Latina, como o MRTA (Movimento Revolucionário Tupac Amaru), no Peru. Durante as operações, os agentes federais prenderam um americano que tentou desembarcar no Rio com documentos falsos de outro país.





