Cigarro contém mais de quatro mil substâncias nocivas
Hoje o cigarro é considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a maior causa de morte evitável. Quem fuma tem oito vezes mais chance de ter um infarto do que quem não fuma. ''A chance de um derrame (acidente vascular cerebral) dobra. E aumenta em mais de dez vezes a chance de doença vascular periférica'', aponta o cardiologista Willyan Nazima. Um estudo chamado Inter-Heart mostra que a mortalidade entre quem fuma aumenta 2,95 vezes, e os que fumam mais de dois maços por dia têm oito vezes mais chances de morrer do coração.
O cigarro é um dos fatores de risco para as doenças cardiovasculares. Mas, só o fato de parar de fumar já faz diferença. ''São mais de quatro mil substâncias nocivas no cigarro, dessas várias cancerígenas e várias aterogênicas, que aceleram o processo de aterosclerose'', alerta. A aterosclerose se caracteriza pela formação de placas que podem reduzir ou ocluir a passagem de sangue nos vasos, ou ainda causar a formação de coágulo que também pode impedir a circulação. Isso, no coração, significa infarto; no cérebro, AVC.
Três anos depois de parar de fumar o risco diminui de forma significativa para diversas patologias. O paciente não consegue, por exemplo, voltar à capacidade pulmonar normal, mas é possível frear o avanço dessa perda. ''Por isso, alguém que já tem idade e ainda fuma não deve pensar que parar agora 'não adianta porque o estrago já está feito'. Isso não é verdadeiro. Vale a pena parar'', afirma Nazima. (C.P.)





