Curitiba - Os ciganos Pero Pietrovich, e mãe dele, Vera Pietrovich, além do vendedor autônomo Renato Michel, foram absolvidos no caso do assassinato da menina Giovanna dos Reis Costa, de 9 anos, em abril de 2006 na cidade de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Após quase cinco anos de prisão, a mãe e o filho foram inocentados na madrugada de ontem, após três dias de julgamento no Tribunal do Júri da Capital. Eles foram presos em 2007, em Araçatuba (SP). Já Renato Michel chegou a ser preso em 2008 acusado de fazer rituais de magia negra, mas conseguiu habeas corpus e aguardava a decisão do juiz em liberdade.
Os jurados votaram pela inocência dos réus após escutarem do próprio promotor Marcelo Balzer, o pedido de absolvição, entendendo que não havia provas suficientes contra eles. Ontem, o promotor estava em Brasília e não pôde conceder entrevista, mas confirmou o pedido feito ao final do julgamento. No total foram ouvidas mais de 20 testemunhas que tinham sido arroladas por defesa e acusação.
Em 10 de abril de 2006 a menina saiu de casa para vender rifas para uma festa de Páscoa da escola onde estudava e desapareceu. Dois dias depois o corpo foi encontrado em um matagal. Ela teria sido morta em um suposto ritual de magia negra. A denúncia de homicídio qualificado foi feita na época do crime pelo promotor de Justiça Octacílio Sacerdote Filho, de Quatro Barras. Ele no entanto, se afastou do caso, quando assumiu o promotor Marcelo Balzer.
Segundo o advogado de defesa, Cláudio Dalledone Júnior, vários erros ocorreram no trabalho da investigação policial e, por isso, não havia provas para condenar os réus. Ele também não informou se os réus vão entrar na Justiça para pedir uma ação indenizatória. Ele afirmou que ''não atua na área civil, apenas na criminal''. ''Isso vai ficar a cargo deles. Esta decisão não cabe a mim, mas por enquanto eles não comentaram nada'', finalizou.

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