Cifras e números da campanha aérea da Otan
Bruxelas, 10 (AE-ANSA) - Segue uma síntese de alguns dos números da guerra na Iugoslávia fornecidos por fontes da Otan: - Missões aéreas: 37.000. - Missões de ataque: 11.000. - Missões contra baterias antiaéreas sérvias: mais de 3.200. - Aviões utilizados: 350 no começo dos ataques e mais de mil posteriormente. - Navios utilizados: cerca de 20. - Último bombardeio: às 23h50 GMT (20h50 em Brasília) de 9 de junho contra objetivos em Kosovo. - Aviões sérvios destruídos: mais de 100, entre os quais estão 16 dos 18 Mig-29, além de 45% de outros aviões (Mig-21, Galeb y Super-Galeb). - Tanques alcançados: cerca de 150. - Veículos blindados alcançados: mais de 250. - Artilharia pesada alcançada: mais de 350. - Pontes danificadas (sobre os rios Danúbio e Sava): um trem e um ônibus atingidos. - Viadutos danificados: 34. - Pontes ferroviárias danificadas: 11. - Perdas militares sérvias: 5.000 mortos e cerca de 10.000 feridos. - Vítimas civis por "danos colaterais": centenas. - Albano-kosovares mortos: mais de 5.000. - Albano-kosovares retirados de Kosovo: 503.000. - Refugiados albano-kosovares fora de Kosovo: mais de 900.000. - Albano-kosovares refugiados em países europeus: mais de 26.000. - Localidades e cidades destruídas em Kosovo: mais de 500. - Militares da Otan atualmente na Macedônia: 17.000.
Segundo a avaliação do instituto bancario britânico Lehman Brothers, os gastos dos ataques alcançaria US$ 7 bilhões, cerca de US$ 100 milhões por dia.
No entanto, a Lehman Brothers informou ser difícil avaliar os gastos realizados no conflito de Kosovo, dado que os números dependem dos balanços de cada um dos países integrantes da aliança atlântica.
Os países que mais contribuíram com o financiamento da operação "Força Aliada" foram Estados Unidos, Grã-Bretanha e França. Os Estados Unidos, em particular, aprovaram gasto extra de US$ 6 bilhões.
Em comparação com a operação "Tempestade do Deserto" contra o Iraque, em 1991 - quando participou uma coalizão de países e não a Otan -, a operação aérea em Kosovo teve menor custo. Segundo avaliações do Instituto de Estudos Estratégicos de Londres, a "Tempestade no Deserto" teria custado na verdade US$ 102 bilhões.
Os gastos também tiveram contribuição de países que não faziam parte do conflito, como Arábia Saudita e Japão. Os países europeus financiaram 40% dos gastos.
Segundo estimativas do Congresso norte-americano, os gastos com 27.000 soldados (para a KFor - força de paz para Kosovo - está prevista a participação de 51.000) atingiriam cerca de US$ 2,4 bilhões ao ano.





