O experimento foi realizado na Universidade de Princeton, Estados Unidos, e demonstrou que feixes de luz podem ser acelerados mais de 300 vezes acima de sua velocidade normal cerca de 300 mil quilômetros por segundo. As implicações dessa descoberta mudam totalmente nossa visão do Universo e confundem nossa lógica, acostumada à realidade do mundo tridimensional. Uma das implicações possíveis, por exemplo, é que um raio de luz emitido de um ponto qualquer chegará a seu destino antes de ter iniciado sua viagem. Na verdade, essa seria a constatação prática de que o tempo não corre como uma flecha, de um presente em direção a um futuro, mas é circular e eterno.
Os detalhes exatos da descoberta ainda estão sendo mantidos em sigilo, pois foram submetidos à respeitada revista ‘‘Nature’’ para serem publicados talvez em sua edição deste mês. Entretanto, o jornal londrino ‘‘Sunday Times’’ conseguiu o furo jornalístico e divulgou a informação em sua edição do último domingo, dia 4.
O experimento foi liderado pelo dr. Lijun Wang, pesquisador e professor de Princeton. Ele emitiu um raio de luz na direção de uma câmara preenchida com gás Césio especialmente tratado. Antes que a luz tivesse entrado completamente na câmara, ela já havia, também, cruzado todo o seu destino e viajou, ainda, por cerca de 18 metros dentro do laboratório. Isto é, a luz passou a existir em dois lugares ao mesmo tempo: um feixe caminhando para a câmara, enquanto uma parte dele, acelerada, já havia percorrido toda a câmara e saído dela. Um fenômeno absolutamente incompreensível para nós, porém cientificamente comprovado e várias vezes testado.
Como não poderia deixar de ser, o experimento já está provocando controvérsias entre os físicos de partículas. O que mais os incomoda é que, se a luz realmente puder viajar à frente no tempo, ela poderá transportar informação. Caso isso se confirme, estará quebrado um dos pilares mais básicos da física cartesiana a da causalidade, que diz que a causa sempre tem de vir antes do efeito. A própria Teoria da Relatividade de Einstein também terá de ser revista, pois ela depende em grande parte do conceito de que a velocidade da luz é o limite do universo e não pode ser superada.
O dr. Wang não quis entrar em detalhes com o ‘‘Sunday Times’’, mas confirmou: ‘‘Nosso pulso luminoso realmente viaja mais rápido que a velocidade da luz. Espero que isso nos proporcione um melhor entendimento da natureza da luz e de como ela se comporta’’.

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