Cientistas querem ser ouvidos
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segunda-feira, 20 de março de 2000
Por Liana John 
Haia, 21 (AE) - Um brasileiro discursou na abertura da conferência ministerial, no Fórum Mundial da água, em Haia, na Holanda, e não foi um representante da delegação oficial. O engenheiro Benedito Braga, da Politécnica da Universidade de São Paulo, USP, falou em nome das organizações profissionais, científicas e de pesquisa, que chamam para si a co-responsabilidade na interpretação de fatos, dados e informações para auxiliar os políticos na tomada de decisões mais racionais.
A participação de pesquisadores e especialistas acadêmicos no fórum foi discreta, claramente inferior à participação de agentes políticos e técnicos de empresas comerciais. No entanto, segundo Braga, "problemas complexos ainda estão diante de nós, relacionados às mudanças climáticas e seu impacto no processo decisório das políticas de recursos hídricos; à sobrevivência dos ecossistemas: à dinâmica do uso e da qualidade da água etc".
Equipes multidisciplinares, compostas não apenas de engenheiros e hidrologistas, mas de biólogos, juristas, economistas e demais membros das comunidades envolvidas seriam capazes de tomar decisões mais acertadas, de acordo com as organizações de profissionais, para alcançar o gerenciamento adequado dos recursos hídricos.


