Cientistas estimam que universo é alguns milhões de anos mais novo
Nova York, 24 (AE-ANSA) - O universo é mais de 1 bilhão de anos mais jovem do que os 14 ou 15 bilhões de anos estimados anteriormente, segundo pesquisas realizadas por um astrônomo australiano que será publicada sexta-feira pela revista Science.
O semanário científico antecipou a difusão do novo estudo à raiz do anúncio que a Nasa - a agência espacial norte-americana - fará sobre a lei de Hubble, um dos três parâmetros utilizados para calcular o modelo do Big Bang.
A lei de Hubble refere-se à rapidez da expansão do universo. Segundo ela, quanto mais uma galáxia se afasta de outra é produzido um corrimento vermelho no espectro de luz. Quanto mais elas se aproximam, é produzido um corrimento azul nesse espectro. Para esse cálculo, a ciência também lança mão da densidade da massa do universo e da constante cosmológica.
O astrônomo Charles Lineweaver, da Universidade de Novo Gales do Sul, em Sidney, reuniu uma gama de observações cosmológicas independentes e concluiu que a idade do universo é mais de um bilhão de anos menor a outras estimativas recentes.
Lineweaver estimou uma idade de 13,4 bilhões de anos, e disse que a diferença com o cálculo original pode chegar a 1,6 bilhão de anos.
Lineweaver sustenta que o universo é suficientemente velho para ter sido formado antes de sua estrela mais antiga, à qual recentes estimativas atribuem 12 bilhões de anos.
Para a Science, essas conclusões coincidem com a teoria do Big Bang sobre a formação do universo e ressalta os princípios que definem tais modelos. Por enquanto, a grande incerteza sobre as medições tornaram difícil a determinação da idade do universo.





