Brasília, 22 (AE) - Cientistas, empresários e estudiosos das mudanças climáticas na Terra e das ameaças do efeito estufa discutem quinta-feira, em Brasília, as propostas do governo para a 6.ª Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. O objetivo da convenção, marcada para novembro, na Holanda, é regulamentar o Protocolo de Kyoto (1997) - que prevê a aplicação do "mecanismo de desenvolvimento limpo", pelo qual países ricos poderão atingir suas metas de redução de emissão de gases financiando ações ambientais em países em desenvolvimento.
"É mais barato fazer redução de emissão no Terceiro Mundo", diz o secretário-executivo da Comissão Interministerial sobre Mudança Global do Clima, José Miguez, do Ministério da Ciência e Tecnologia. O evento contará com a participação do ministro da Ciência e Tecnologia, Ronaldo Sardenberg, do presidente da Agência Espacial Brasileira, Gilvan Meira Filho, e do articulista do jornal "O Estadode S.Paulo" Washington Novaes.
Segundo Miguez, o efeito estufa - concentração de gases, entre eles o carbônico, que retém na Terra o calor que deveria dissipar-se no espaço - poderá causar um aquecimento médio de até 3 graus centígrados em 2100. A expansão dos oceanos, causada pelo aumento da temperatura e pelo derretimento das camadas de gelo, poderá elevar em até 90 centímetros o nível do mar.

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