Nova York, 03 (AE-ANSA) - Uma equipe de cientistas americanos
que criou em laboratório um vírus da gripe, lançou as bases para o desenvolvimento de uma nova vacina que pode derrotar uma das enfermidades mais comuns do se humano.
O vírus artificial, explica Yoshihiro Kawaoka, da Universidade de Winsconsin, no último número da Proceedings of the National Academy of Sciences, é idêntico ao vírus da gripe surgido em 1933, chamado WSN, que constitui o modelo de estudo para as infecções da doença no mundo.
O WSN artificial é o resultado de um processo de manipulação que permite a combinação de diferentes componentes genéticos chamados plásmidos, um fragmento do DNA presente em muitas bactérias capaz de reproduzir-se automaticamente no citoplasma.
Separados oito fragmentos dos vírus originais de 1933 e outros novos de outros vírus, Kawaoka e seus colegas permitiram que eles se combinassem espontaneamente em um ambiente constituído por células vivas, constatando que em uma célula de cada 1.000 plásmidos se organizavam de maneira idêntica ao vírus WSN original, para logo reproduzirem-se.
A importância desse trabalho, sublinha Kawaoka, está no fato de que agora será possível manipular o patrimônio genético do vírus artificial intervindo nos plásmidos para criar versões distintas do microorganismo, aptas para serem utilizadas como vacinas.

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