Cientistas descobrem rota molecular contra parasita da malária
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quarta-feira, 08 de julho de 2015
Fábio de Castro<br> Agência Estado 
São Paulo A partir de novas investigações sobre o complexo processo do parasita da malária para invadir as células do corpo humano, um grupo de cientistas britânicos descobriu uma proteína fundamental para a sobrevivência do protozoário na corrente sanguínea da vítima. De acordo com os autores do estudo, publicado na última terça-feira na revista Nature Communications, a descoberta deverá abrir caminhos inéditos para o desenvolvimento de novas drogas que impeçam o funcionamento da proteína, aniquilando o parasita. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a malária mata 200 mil pessoas por ano e é responsável por 20% da mortalidade infantil na África.
A malária é causada por protozoários do gênero Plasmodium, que são transmitidos aos humanos pela picada da fêmea infectada do mosquito Anopheles. Uma vez no interior do organismo humano, o parasita utiliza um processo complexo para invadir as hemácias - as células vermelhas do sangue - e sobreviver em seu interior.
Os cientistas da Universidade de Leicester e da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres - ambas no Reino Unido - identificaram uma das proteínas fundamentais para a sobrevivência do protozoário nas hemácias. De acordo com o artigo, eles conseguiram impedir o funcionamento dessa proteína, matando assim o parasita.
Segundo Andrew Tobin, um dos líderes da equipe de pesquisadores, a descoberta é um marco na compreensão sobre a sobrevivência do parasita na corrente sanguínea e na sua capacidade de invadir as células do sangue. "Nós revelamos um processo que permite que isso (sobrevivência e invasão do parasita) aconteça e se ele puder ser o alvo para novas drogas, nós teremos algo que poderá deter a malária em seu curso sem causar efeitos colaterais tóxicos", afirmou.


