Ciência como mágica
Grupo de professores promove educação através de espetáculos em que os números são experiências
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sexta-feira, 07 de junho de 2019
Grupo de professores promove educação através de espetáculos em que os números são experiências
Pedro Moraes - Grupo Folha 
Parece um show de mágica. Mas não tem segredo e sim conhecimento. Reações químicas, aplicações físicas e o uso de tecnologia são a base das apresentações do grupo Ciência em Show. Formado pelos professores Wilson Namen, Gerson Santos e Daniel Ângelo e pela pedagoga e especialista em tecnologia Ana Ralston, o grupo viaja o País propagando o conhecimento de forma divertida. Seja em participação de programas de televisão ou para eventos em escolas, eles ensinam, divertem e aguçam o interesse de criança, jovens e até adultos sobre a ciência. “Nosso trabalho tem o foco na educação e motivação. Com nossa abordagem conseguimos popularizar e explicar a ciência de forma descomplicada e descontraída”, conta Gerson Santos.

O grupo visitou Londrina e participou do lançamento do programa “Profissão 4.0” na cidade de Prado Ferreira (Região Metropolitana de Londrina), na sexta-feira (31). O trabalho da prefeitura é preparar crianças e jovens para sua independência econômica e social, através da capacitação e da divulgação de conhecimento, em ações na Biblioteca Municipal Paulo Freire. A cidade tem aproximadamente 5 mil habitantes e tem 800 alunos na rede escolar. “É muito louvável o que está acontecendo na cidade. Capacitar a população, preparando para que elas sejam empreendedoras, dando visibilidade à ciência é uma excelente prática”, elogia Wilson Namen.
Parte do trabalho do Ciência em Show é feito com professores, seja por oficinas ou treinamento a distância. Eles defendem a prática, com experiências para ensinar em sala de aula. Isso pode acontecer mesmo sem um laboratório formal. “Se formos esperar todas as escolas poderem ter um espaço todo montado, isso realmente fica muito caro. É possível mostrar o trabalho na prática dentro de sala, com preparo”, defende Daniel Ângelo.
Como o trabalho reconhecido em todo o Brasil há 20 anos, o grupo só não esteve no Acre e no Mato Grosso do Sul. A ideia do grupo foi iniciada pelos três rapazes ainda quando estavam cursavam Física da USP (Universidade de São Paulo). Na época eles foram chamados por uma emissora de televisão para explicar um fenômeno físico e acabaram fazendo um sucesso enorme. Eles já fizeram projetos para a Globo, SBT, Record, NetGeo e a britânica BBC. “Não importa o tamanho da plateia que nos apresentamos, a nossa ideia é mudar a vida dos estudantes das escolas, especialmente as públicas, e a tecnologia tem essa capacidade de fazer isso de uma forma consistente”, conclui Ana Ralston.


