No início do mês, o Ministério da Ciência e Tecnologia lançou um sistema que visa diminuir a burocracia e agilizar o despacho de insumos importados para pesquisas nos aeroportos. A demora na liberação de material científico e tecnológico é uma reclamação antiga dos pesquisadores brasileiros.
  Para diminuir o tempo de espera, que pode chegar a seis meses, foi implantado o modelo CNPq Expresso, com a participação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Receita Federal, Sistema de Vigilância Agropecuária (Vigiagro) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
  A assessoria de imprensa do Ministério de Ciência e Tecnologia divulgou uma nota em que o ministro Aloizio Mercadante afirma que ‘‘os pesquisadores e cientistas não podem ser tratados com os mesmos mecanismos de controle de uma obra. É irracional existir uma desconfiança permanente sobre o cientista’’.
  O pesquisador Paulo Henrique Gorgatti Zarbin, que atua no Departamento de Química da Universidade Federal do Paraná (UFPR), reclama que a espera pelos materias importados que necessita varia de três a
seis meses.


● Dados do CNPq revelam que os cientistas fazem cerca de 7 mil operações de registro de compra de produtos vindos do exterior por mês


● De acordo com o ministro, os pesquisadores brasileiros anualmente importam US$ 600 milhões em insumos e matérias para pesquisas

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