As lágrimas são consideradas uma libertação, um tônico psicológico e, para muitos, algo mais profundo: a linguagem própria do coração. As lágrimas lubrificam a paixão, embalam canções de amor, casamentos, e até mesmo durante um funeral de um amigo ou parente querido. Sem falar nos ritos públicos e dores particulares. Talvez nenhum estudo científico consiga capturar seus muitos significados.
Agora, alguns pesquisadores dizem que o conhecimento comum da psicologia sobre o choro - o choro como uma catarse saudável - está incompleto e pode dar falsas impressões. Ter um ‘‘bom choro’’ pode e, geralmente, permite que as pessoas recuperem certo equilíbrio mental após uma perda. Mas, segundo um artigo publicado este mês na revista ‘‘Direções Atuais na Ciência Psicológica’’, isso não acontece para todo mundo.
Colocar uma expectativa tão alta em um surto de choro muito provavelmente abre caminho para algumas pessoas ficarem emocionalmente confusas mais tarde. Contudo, as pessoas que não sabem ao certo a fonte das suas emoções - condição que em casos extremos é chamada alexitimia -, tendem a relatar menos benefícios com as lágrimas. Um dos motivos do choro pode ser impedir o pensamento. Mas, se esse sistema psicológico já estiver desajeitado, um turbilhão de lágrimas não vai ajudar quem chora.

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