Rio, 11 (AE) - A deputada estadual Cidinha Campos (PDT) teve alta médica hoje, depois de passar quase dois dias no Hospital São Francisco de Paula, na Tijuca (zona norte), para se tratar das consequências de uma greve de fome. Ela fora internada a conselho de médicos da Assembléia Legislativa do Rio
que temiam que a parlamentar tivesse problemas cardíacos graves por se recusar a comer desde a quarta-feira. Cidinha, que protestava contra a sua exclusão como titular de todas as comissões da Casa, retomou a alimentação no sábado.
A parlamentar iniciara a greve após constatar que fora nomeada suplente da Comissão de Defesa do Consumidor, apesar de outros deputados, de bancadas menores, serem titulares em várias comissões. Ela renunciara à vice-presidência da Comissão de Orçamento por considerar que o presidente da Assembléia, Sérgio Cabral Filho (PMDB), não cumprira acordo para dar nela maioria aos partidos governistas (PDT, PT, PSB, PC do B, PPS e PV).
Cidinha acusa Cabral Filho de discriminá-la, porque ela não votou nele para presidir a Casa. O deputado afirma que a parlamentar poderá voltar à Comissão de Orçamento se a liderança do PDT o requisitar oficialmente e nega que tenha discriminado Cidinha.
Ao ser internada, a deputada, de 56 anos, sofria de vômitos, diarréia e dores no peito. Ela prometia ficar em greve de fome até que o presidente da Assembléia alterasse a distribuição de cargos nas comissões e, entre as noites de quarta e sexta-feira, permaneceu no plenário da Casa, onde dormiu até aceitar ser internada.

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