Cidades sofrem também com falta de investigadores
Londrina Além da falta de delegados, muitos municípios sofrem com o pequeno efetivo de investigadores e escrivães. Em Bela Vista do Paraíso (Região Metropolitana de Londrina) há um escrivão, quatro investigadores e um funcionário público cedido pelo município. A delegacia de Primeiro de Maio conta com um escrivão e cinco investigadores. "Em Alvorada do Sul não há policiais civis. Todo o trabalho é realizado pela Polícia Militar e quando há um preso em flagrante ele é trazido para Bela Vista", informou José Arnaldo Peron, delegado responsável pelas três cidades.
O pequeno efetivo policial ainda se divide com a guarda de presos. Na delegacia de Bela Vista são 40 detentos e em Primeiro de Maio, 15. Os principais crimes registrados nos municípios são furtos e tráfico de drogas. Cada município registrou um homicídio em 2014.
Em Assaí (Norte Pioneiro), são apenas dois investigadores responsáveis pela guarda de 40 presos. "Há um pedido já antigo para a vinda de agentes carcerários para que os investigadores possam trabalhar na rua. Dos detentos que temos aqui, 17 são condenados e já deviam ter sido transferidos para uma penitenciária", afirmou o delegado Adair de Oliveira, titular de Assaí e que comanda ainda as sedes de comarcas Uraí e Nova Fátima, além dos municípios de São Sebastião da Amoreira, Nova América da Colina e Rancho Alegre. Na delegacia de Uraí são 25 detentos e na de Nova Fátima, 12.
"Você não pode prestar atendimento pessoal e tem que resolver muitas situações por telefone, através do contato com investigadores e escrivães. O delegado tem que residir na cidade, sem isso fica a desejar o trabalho de investigação e da elaboração do inquérito policial", apontou Oliveira.
Em Jaguapitã (Região Metropolitana de Londrina) são quatro investigadores, o que na prática significa apenas um policial por turno para realizar os trabalhos de investigação, intimação e elaboração de boletins de ocorrências. "O sindicato dos agentes penitenciários estipula que cada agente pode cuidar, no máximo, de 4,5 presos. Aqui um investigador é responsável pelos 51 detentos que estão na delegacia. Imagina se vai ser possível desempenhar a função de investigação", relatou um investigador. (L.F.C.)





