Cidades menores precisam de melhorias
O presidente da Associação dos Deficientes Físicos do Paraná (ADFP), Clodoaldo Lima Zafatoski, avaliou que a capital paranaense e os principais municípios do Estado possuem políticas públicas voltadas para o atendimento das pessoas com deficiência e realizam a inclusão na educação e também no mercado do trabalho. "As cidades da região metropolitana ainda não possuem problemas de acessibilidade e inclusão e os moradores acabam sendo atendidos em Curitiba. Os municípios menores apresentam dificuldades de recursos e estrutura, mas precisam avançar nesta área, já que existe um grande número de pessoas deficientes nestes locais", afirmou.
Sobre o mercado de trabalho, Zafatoski disse que as empresas organizam cursos de capacitação para preparar os candidatos e a atender a lei de cotas, que determina que a cada 100 empregados, cinco apresentem algum tipo de deficiência. "As empresas não contratam sem capacitação. Por isso, a participação nos cursos é uma oportunidade para entrar no mercado. Para o empresário, é uma forma de investir no funcionário e atender a lei."
Ontem, o governo do Estado divulgou que de 2011 até agosto de 2015, 6.244 trabalhadores com deficiência conseguiram emprego por meio das agências do trabalhador que são coordenadas pela Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social.
Segundo dados do governo, o Paraná possui 139.946 pessoas com algum tipo de deficiência incluídas no Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico). Destas, 3.970 são acompanhadas pelo programa Família Paranaense e 13.409 foram beneficiadas com o Renda Família Paranaense, transferência direta de renda que totalizou R$ 4,34 milhões repassados de dezembro de 2013 até agora.
Para as famílias com uma ou mais pessoas com deficiência, o governo do Estado concedeu a isenção da conta de energia elétrica, por meio do programa Luz Fraterna. Desde 2011, foram beneficiadas 44.212 famílias, um investimento que chega a R$ 10,77 milhões. (R.F.)





