Londrina - Se culturalmente a presença inglesa não deixou marcas profundas na Região Norte do Paraná, na arquitetura foi diferente. Ainda que não existam prédios e grandes construções, o modelo urbano adotado por eles foi implantado em várias cidades pelas quais passou a Companhia Parana Plantation e outras que vieram em seguida. Situação que o arquiteto e professor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Renato Leão Rego, retrata em seu livro ''Cidades Plantadas - Os britânicos e a construção da paisagem do Norte do Paraná.''
''Não temos patrimônio material até mesmo porque não imigraram para cá. Mas é forte o padrão britânico na estrutura das cidades, como as vias curvas e tradicionalmente arborizadas'', comenta o professor. A cidade de Londrina foge um pouco à regra em razão de seus declives, mas em cidades como Cianorte e Maringá, segundo ele, o exemplo é mais forte. ''Aqui, a aplicação da estrutura padronizada é direta'', diz ele, referindo-se às cidades-jardim.
Outra característica que o arquiteto destaca é a proximidade de várias cidades pequenas, como acontece com os municípios ao redor de Londrina. ''Os ingleses primavam pora um planejamento urbano em que fossem mantidas duas questões: o acesso à rede de serviços das cidades, mas sem perder a qualidade de vida do homem do campo. E isso foi mantido, mesmo com o crescimento além do esperado'', lembra ele, dizendo o município de Londrina teria sido projetado para uma população em torno de 30 mil habitantes. (M.T.)

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