Estoril, 08 (AE) - Quatro cidades francesas de diferentes estilos e costumes (Dijon, Le Canet, Pau e Strasburgo) já se candidataram para ser a sede dos jogos da Copa Davis entre França e Brasil, de 16 a 18 de julho, em pleno verão europeu. Os dirigentes da Federação Francesa de Tênis viram com bons olhos este interesse. Afinal, foram pegos de surpresa: não esperavam ter de organizar o confronto pelas quartas-de-final da competição, pois acreditavam que iriam enfrentar os espanhóis e, nesse caso, jogariam na Espanha.
Por enquanto, ainda está guardado a sete chaves o tipo de piso que os franceses escolherão para o confronto. O capitão da equipe da França, Guy Forget, pediu que os jogos fossem para um ginásio fechado, em quadra rápida de carpete e climatizado. Mas como a Europa estará vivendo na época o alto verão é provável que Forget não tenha atendida todas as suas reivindicações e o confronto seja a céu aberto. Dijon foi a primeira cidade que apareceu com o interesse por escrito.
Região famosa pela ardida mostarda e o excelente vinho Bourgogne tem condições de organizar os jogos tanto em ginásio como em quadras abertas. Já Le Canet, em um charmoso pedaço da Cote dAzur, quer aproveitar o clima de praia para disputas no nível do mar, com quadras ao ar livre. O sol costuma brilhar por quase todo o verão em Le Canet, por isso, é conhecida por abrir a possibilidade de top less tout les jours, ou seja, praia todo dia.
A cidade mais austera a querer os jogos é Strasbourg. Lá o idioma francês é carregado, com forte acento alemão. Por curiosidade foi o único lugar que na Copa do Mundo do ano passado recusou-se a ser sede de jogos. O prefeito local não queria gastar sua verba construindo um novo estádio de futebol, pois o existente está muito velho. A decisão foi conscienciosa, mas antipática.
A quarta cidade candidata é Pau, conhecida pelos brasileiros pelas provas de Fórmula-1, ainda na época de Emersson Fittipaldi e até Nelson Piquet, mas considerada pelos franceses pela qualidade dos Foie Gras. No sudoeste da França, lá sabe-se como em nenhum outro lugar do mundo engordar o pato até inchar o seu fígado a ponto de resultar um sabor inigualável
mas uma ameaça ao colesterol.
Para o principal jogador da equipe brasileira, Gustavo Kuerten, não há dúvidas de que os franceses escolherão uma cidade em que os jogos possam ser em quadra rápida. A imprensa francesa, no Estoril, queria saber de sua motivação para enfrentar a França, se seria mais importante vencer Roland Garros ou a Davis. Guga garantiu que tem um interesse especial em jogar pelo Brasil, mas que Roland Garros é uma emoção diferente. "Bem, já ganhei Roland Garros, quem sabe agora não possa levantar o troféu da Davis."

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