Cidade só pode crescer para as regiões norte e sul
Londrina ainda pode crescer praticamente o dobro de sua área urbana, de acordo com o Plano Diretor, que prevê cerca de 119 quilômetros quadrados de área de expansão urbana. Mas a cidade só poderá avançar para as regiões norte e sul. Na leste e oeste, ela já está limitada pelos municípios de Ibiporã e Cambé.
A proposta do PEEAV para a ocupação, segundo o arquiteto urbanista João Baptista Bortolotti, é mudar o modelo ou conceito ''antigo'' de áreas contínuas. ''Estamos propondo a descentralização, a criação de pequenas comunidades de 3 a 4 mil habitantes, como os patrimônios'', explicou.
A proposta de descentralização não é à toa, foi definida principalmente por causa de obstáculos naturais. Bortolotti explicou que ao norte o Ribeirão Jacutinga, manancial de abastecimento de Ibiporã, prejudica a expansão da cidade, e ao sul é o relevo acidentado e o Ribeirão Cafezal, manancial de abastecimento de Londrina, que dificultam o crescimento da cidade. ''Porque não 'pular' as barreiras e criar outros núcleos?'', questionou a arquiteta Celina Ota.
Para Bortolotti, com as estruturais norte-sul e leste-oeste cortando a cidade e o anel viário esses núcleos não ficariam isolados. ''A distância será medida em tempo de viagem e não em quilômetros'', disse. Além disso, seria possível evitar, segundo o arquiteto, a ocupação de morros e pedreiras pela população de baixa renda para que não se transformassem em ''favelões''. ''As áreas de pedreiras não seriam urbanizadas, mas ocupadas com chácaras, por exemplo'', explicou.





