Imagem ilustrativa da imagem 'Cidade precisa de um sistema que não trave'
| Foto: Ricardo Chicarelli
A rotatória da barragem do Lago Igapó é um pontos que já estão estrangulados e necessitam de intervenção rápida



O Plano de Mobilidade Urbana é importante basicamente para que o transporte seja fluído e rápido, explica a professora-doutora Tania Maria Fresca, do curso de Geografia da Universidade Estadual de Londrina (UEL). "A cidade precisa de um sistema que não trave", afirma, mencionando a rotatória da barragem do Lago Igapó e a área em frente ao Terminal Central, na avenida Leste-Oeste, como pontos que já estão estrangulados e necessitam de intervenção rápida.
"A área central, pelo papel que exerce, precisa ser repensada. Os ônibus metropolitanos têm pontos na Leste-Oeste e acabam deixando o trânsito lento. O plano de mobilidade deve contemplar também a integração com outros municípios para que a solução seja completa", diz, lembrando que os usuários do metropolitano sequer contam com abrigos.
A professora considera o sistema de transporte coletivo de Londrina "relativamente" organizado. "Mas há problemas que o plano tem que resolver, como tornar mais eficiente a conexão entre os terminais urbanos, reduzindo o tempo de espera dos passageiros. Além disso, é necessário pensar em soluções para liberar o fluxo nos horários de pico para que as viagens se tornem menos lentas", opina.
Para ela, o investimento em ciclovias ou mesmo em "caminhabilidade" é necessário e bem-vindo, mas não pode ser mais prioritário que o transporte coletivo.
"A maior preocupação tem que ser com as pessoas que são obrigadas a usar o ônibus por não terem outra opção", defende Tania, que denuncia um subdimensionamento do transporte coletivo no município e na região. "Em 2011, havia um fluxo de 50 mil pessoas que vinham diariamente para Londrina nas linhas metropolitanas. Se o serviço não funciona, elas passam a vir para a cidade com veículos próprios, o que aumenta ainda mais o tráfego de carros na cidade", acrescenta. (C.A.)

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