Londrina - Três meses depois do fim do prazo de readequação à Lei Cidade Limpa, Londrina ainda possui painéis que não estão de acordo com as novas normas. Segundo a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), mais de 800 empresas de vários setores desde a implantação da lei já foram multadas de janeiro até meados de novembro.
De acordo com o diretor da CMTU, Wilson de Jesus, as situações de multa são variadas e acontecem desde quando há uma fachada irregular, se coloca faixas e banners sem autorização, quando a publicidade está a menos de um metro de vidros transparentes e em relação aos engenhos publicitários como outdoor, backlight e frontlight.
''Esses engenhos só podem estar em terrenos não edificados murados, calçados e limpos e a estrutura de madeira deve ser substituída por uma estrutura metálica e o distanciamento entre eles deve ser de 110 metros'', orienta o diretor.
Jesus explica que o que não pode acontecer é a empresa retirar a autorização da CMTU e depois o mato crescer e a mureta ficar quebrada e a manutenção não ser realizada. ''Do mesmo modo, não é porque um lojista refez a fachada que pode colocar um banner'', ressalta.
O vice-presidente do sindicato da empresas de propaganda externa, Carlos Roberto Cardoso, proprietário do Color Painéis, declarou ontem à reportagem da Rádio Paiquerê AM que os empresários da área acreditam que a prefeitura quer acabar com esse setor do comércio de Londrina.
Laís Bartolomeu, de 24 anos, que trabalhava no departamento financeiro de uma empresa de publicidade externa, conta que a Lei Cidade Limpa resultou em sua demissão por corte de gastos em função da queda de faturamento. '' Ninguém mais quis fazer outdoors e o meu chefe resolveu fazer cortes na empresa'', afirma. Laís destaca que teve de mudar de ramo e hoje trabalha numa loja de roupas.
Para quem permaneceu na empresa a situação também não está fácil. Uma funcionária que pediu para não ser identificada afirma que antes da vigência da Lei Cidade Limpa conseguia obter entre R$ 3 mil e R$ 4 mil em comissões, mas que agora está ganhando um salário mínimo. ''O meu forte eram os clientes de empresas dos shoppings centers, mas agora estou pensando até em ir embora de Londrina'', reclama.(Com Equipe Bonde)

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