São Paulo, 23 (AE) - O município de São Paulo terá até novembro mais 66 escolas, informou hoje o secretário municipal da Educação, João Gualberto de Carvalho Meneses, durante reunião com a Comissão de Educação da Câmara Municipal. De acordo com o presidente do Sindicato dos Profissionais de Educação do Município de São Paulo, Cláudio Fonsec, as escolas não aliviam a demanda na cidade. Gualberto discorda, afirmando que não há falta de vagas no município.
De acordo com o sindicato, seriam necessárias mais 1.876 salas para o ensino infantil e 447 para o ensino fundamental. Esses dados são baseados em um estudo feito em 97 pelo Instituto de Administração da Universidade de São Paulo, que constatou a falta de 197 mil vagas no ensino infantil e 47 mil no ensino fundamental. "Nos últimos dois anos não houve construção de escolas que suprisse essa demanda", disse Fonseca.
A maioria das vagas nas 66 escolas será destinada ao ensino infantil, que cabe ao Município. O ensino fundamental, é de responsabilidade compartilhada entre o município e o Estado, e também terá espaço nessas instituições. A relação das localidades das construções e o número de salas de aula que estão sendo criadas serão divulgados na próxima semana.
"A Secretaria precisa divulgar a relação das 66 escolas o mais raídamente possível para que a população possa acompanhar a construção", disse Fonseca. Segundo o sindicalista, muitas salas construídas em caráter de emergência tornaram-se permanentes. Há, hoje, em São Paulo 804 escolas municipais.
De acordo com Gualberto, entre as 66 escolas algumas foram reformadas, ampliadas e outras, construídas. "Estamos entregando as escolas que faziam parte da primeira lista prioritária da secretaria", disse o secretário. O investimento da Prefeitura foi de R$ 16 milhões. "Vamos definir ainda quais serão as próximas escolas a serem reformadas", informou Gualberto.
Vagas - No total, a cidade tem 30 mil vagas ociosas. O Município é responsável por matricular alunos em escolas próximas à região onde moram. Entretanto, há escolas que, por não estarem localizadas em regiões densamente povoadas, acabam ficando com vagas ociosas. Segundo Fonseca, isso ocorre nos bairros do Ipiranga, Vila Prudente, Mooca e Penha, entre outros. "Esses bairros apresentam um crescimento populacional negativo, o que explica a ociosidade."
Com o transporte escolar, feito hoje somente pelo Estado
a Secretaria poderia matricular os alunos em escolas com vagas ociosas mesmo se ficassem longe de onde moram. Gualberto disse que está estudando esse projeto no Município. Fonseca concorda com o secretário. "O transporte escolar não pode ser desenvolvido de forma aleatória", considerou.

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