O londrinense com cidadania portuguesa poderá escolher partidos representantes no Parlamento Europeu. Em Londrina, os portugueses podem votar presencialmente no sábado (25) e domingo (26). Na Europa, as votações começaram nesta quinta-feira (23) e seguem até segunda-feira (27).

Mesa de votação será instalada na Casa de Portugal, na zona sul de Londrina
Mesa de votação será instalada na Casa de Portugal, na zona sul de Londrina | Foto: Ricardo Chicarelli

O Parlamento Europeu tem 751 membros e é a única instância transnacional eleita pelo voto direto. Entre suas prerrogativas estão a aprovação de leis e o orçamento da União Europeia. Para votar, os cidadãos portugueses em Londrina precisam estar regularizados no recenseamento eleitoral no consulado do município. A mesa de votação será instalada na Casa de Portugal, na rua Eduardo Chaves, 195, na zona sul.

Segundo o cônsul honorário de Portugal, Antonio Lourenço Martins, no sábado, o atendimento será das 8h às 19h e no domingo das 8h às 16h. “Isso porque tem que coincidir com Portugal e existe o fuso horário. Portugal adotou esse sistema de eleição presencial.” Os cidadãos portugueses e seus descendentes maiores de 18 anos poderão eleger deputados que representam Portugal no Parlamento. “É a primeira vez que existe a possibilidade do eleitor de Portugal aqui no Brasil votar para as eleições europeias”, contou. Para votar, o cidadão deve apresentar a identidade portuguesa, o chamado “Cartão de Cidadão”.

Vinte e um deputados são eleitos por Portugal. “Essa eleição é muito importante porque cada país tem um número de deputados que representam seu país, que varia de acordo com a população. Como Portugal é um país pequeno, o número de representantes também é pequeno.” Martins lembra que não são somente os londrinenses podem votar na Casa. “Toda a região do consulado de Londrina, todo o Norte do Paraná pode votar aqui. Tem uma abrangência grande.”

Dos 28 países que integram a UE (União Europeia), sete não permitem a votação no exterior. São eles: Chipre, Grécia, Eslováquia, Irlanda, Malta, República Tcheca e Itália. “Só podem votar italianos no exterior que estão na UE”, explicou o vice-cônsul honorário da Itália no Norte do Paraná, Bruno Veronesi. As demais nações autorizam a votação no estrangeiro por meio de carta, procuração ou presencial em consulados ou embaixadas.

MOMENTO POLÍTICO

A eleição busca renovar o parlamento, hoje dividido principalmente entre eurocéticos (nacionalistas contrários ao bloco) e defensores do projeto de integração continental. A ascensão nacionalista em países como a Hungria, Itália e Polônia está relacionada com esse grupo. Os opositores à integração também ganharam força na Alemanha e na França e reivindicam autonomia para decidir sobre questões caras ao bloco, em especial, a imigração. O voto só é obrigatório na Bélgica, Grécia e Luxemburgo. O mandato dos novos parlamentares que serão conhecidos nesta terça-feira (28) durará cinco anos. Eles exercem de Bruxelas, capital da Bélgica e sede da UE.

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