Cidadania britânica é negada a Al Fayed
Londres, 07 (AE-AP) - A Grã-Bretanha rejeitou novamente o pedido de cidadania britânica feito pelo dono da loja de departamento Harrods, Mohamed Al Fayed. Em um breve comunicado feito ontem (06), o departamento de governo disse que o Ministro do Interior, Jack Straw, tomou a decisão após receber este ano novas informações sobre o pedido do bilionário nascido no Egito. Al Fayed prometeu lutar contra a decisão "injusta". Seu porta-voz, Laurie Mayer, chamou a negação de "preversa". Al Fayed entrou com um pedido de passaporte britânico em 1993, um ano após seu irmão, Ali Fayed, também ter feito a requisição. Ambos os pedidos foram negados sem explicações em 1995 pelo governo conservador de John Major, mas os irmãos tiveram a chance de apelar da decisão. No mês passado, o Ministério do Interior aprovou o pedido de Ali Fayed e afirmou que anunciaria sua decisão sobre Mohamed Al Fayed mais tarde. Al Fayed, cujo filho Dodi morreu em Paris no acidente automobilístico de agosto de 1997 que também matou a princesa Diana, é uma figura controversa na Grã-Bretanha, onde mora há mais de 35 anos. Apesar de realizar donativos generosos para instituições de caridade, ele já foi acusado de fazer espionagem eletrônica de seus funcionários, de demitir trabalhadores de minorias sem motivo e de abrir sem permissão cofres de segurança alugados para clientes no porão da Harrods.





