Ciclista polonês diz que o Brasil é exemplo de trânsito caótico
São Paulo, 02 (AE) - Desde os 18 anos, quando conseguiu comprar sua primeira bicicleta, o técnico em mecânica polonês Marian Kania, decidiu conhecer o mundo todo sobre duas rodas, o que tem feito nos últimos 25 anos. Dos países que visitou, destaca a Rússia e o Brasil como exemplos de trânsito caótico, em que o respeito à vida e à segurança são teses difíceis de ser postas em prática. "No Brasil, mesmo existindo acostamento, motoristas passam raspando nos ciclistas".
No País desde o dia 15, ele relata com espanto uma cena que presenciou quando ia de Foz do Iguaçu para Curitiba. Na estrada que liga as duas cidades, um caminhão carregado de combustível ultrapassou um carro na subida. "O motorista pouco se importando com o veículo que vinha no sentido contrário".
Nas cidades norte-americanas, de acordo com ele, isso não ocorre. Mas a atitude de motoristas daquele país também deixou Kania curioso. "Eles param; parecem ter medo". Ele supõe que as punições nos EUA induzam ao cumprimento das leis de trânsito. "Lá, os motoristas respeitam mais os ciclistas". Comunismo - As 12 horas diárias de pedaladas, desde 22 de novembro quando desembarcou no Equador, vindo da Polônia, permitiram ao ciclista de 43 anos conhecer o Chile, a Bolívia, o Peru, a Argentina e o Paraguai, antes de chegar ao Brasil. O Natal ele passou em uma aldeia chilena. O ano-novo, dormindo, cansado por ter subido montanhas durante o dia. Ansioso em conhecer o Rio, deixou São Paulo no fim de semana, mas, apesar da curiosidade, volta a seu país antes do carnaval.
No domingo, ele embarca para a Polônia com sua bicicleta, os 60 quilos de carga que transportou e quatro pares de pneus a menos quando na chegada à América do Sul.





