Ciclista morre em acidente na PR-445
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sábado, 01 de dezembro de 2012
Fernanda Carreira e Lucio Flávio Cruz <br> Reportagem Local 
Londrina - Um acidente na marginal da rodovia PR-445, em frente ao campus da UEL (zona oeste), causou a morte de um ciclista de aproximadamente 50 anos, no fim da manhã de ontem. Até o início da noite o homem ainda não havia sido identificado. De acordo com informações do cabo Vander Cavalcanti, do Corpo de Bombeiros, o homem descia a marginal na contramão quando atingiu uma caminhonete Chevrolet S10, com placas de Londrina. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O motorista do veículo fraturou a mão.
O representante comercial João Ricardo Maxwel, que trabalha em um estabelecimento em frente ao local onde ocorreu o acidente, contou viu o momento da colisão. ''Acredito que algum mal súbito o fez perder o controle.'' Segundo ele, acidentes como esse têm se tornado cada dia mais comuns na marginal da rodovia, pois a ausência de radares na PR facilitaria o desrespeito aos limites de velocidade.
De janeiro até ontem, a 2 Companhia da Polícia Rodoviária Estadual registrou 474 acidentes na PR-445. Foram 308 pessoas feridas e 25 mortos. Somente no trecho urbano da rodovia, entre Londrina e Cambé, a Polícia Rodoviária registrou 280 acidentes, 170 feridos e sete óbitos. Durante todo o ano de 2011, foram 268 colisões, 166 feridos e quatro mortes.
Apesar do aumento do número de acidentes e de vítimas, a duplicação dos 17 quilômetros da rodovia, anunciada em outubro pelo governo do Estado, se arrasta e não sai do papel. A Construtora Sanches Tripoloni, responsável pelo primeiro lote de seis quilômetros, apenas iniciou os trabalhos de terraplenagem e depois não foram mais vistos operários e máquinas trabalhando no local.
Na quinta-feira, em visita a Londrina, o governador confirmou que a duplicação vai começar de fato mesmo somente em janeiro. ''O Estado enfrenta um período intenso de obras. Por isso, pedi para que o DER (Departamento de Estradas de Rodagem) inicie a duplicação da rodovia só em janeiro, para ter mais tranquilidade e atenção com o processo'', explicou Beto Richa.
Ele relatou ainda que é preciso fazer alguns levantamentos topográficos e as medições para que a obra seja realmente iniciada. Apesar do atraso, ele garantiu que o prazo de entrega da obra continua sendo março de 2014. ''Apesar do adiamento do início, o cronograma é o mesmo e o prazo de inauguração do procedimento é inadiável'', garantiu.
Na semana passada, a FOLHA constatou que as obras da duplicação estavam paralisadas há mais de três semanas. Na oportunidade, o DER afirmou que a lentidão dos trabalhos estava prevista no cronograma apresentado pela construtora. O Estado já tinha conhecimento que a empresa conseguiria impor um ritmo acelerado nas obras apenas a partir de janeiro.
Apesar disso, o DER garantiu que a terceirizada responsável pela duplicação retomaria os trabalhos na última segunda-feira (26). O custo total da execução é de R$ 90 milhões. A ordem de serviço para a duplicação dos trechos dois e três deve ser expedida apenas em janeiro de 2013. (Colaborou Guilherme Batista/Equipe Bonde).


