A jovem Bruna Rafaelly Sibeneick, de 15 anos, nasceu com Tetralogia de Fallot, uma malformação do coração que prejudica a oxigenação do sangue. Segundo avaliação médica, ela precisaria passar por uma operação aos quatro anos de idade, mas, como seu problema foi se agravando, a cirurgia foi realizada quando a menina completou dois anos.
  Bruna cresceu além do imaginado e, aos treze, começou a sentir cansaço após realizar atividade física. Os sintomas foram se agravando até que um exame identificou um problema em sua válvula pulmonar. ‘‘Eu não sentia dor nenhuma, apenas cansaço quando fazia qualquer atividade’’, conta a jovem.
  A garota foi submetida a um transplante de válvula humana, opção mais indicada para crianças e jovens pela durabilidade e adaptação ao organismo. Como vários fatores são analisados na hora de escolher a válvula mais adequada para cada caso, a jovem precisou aguardar por quase um ano até que se realizasse sua cirurgia.
  Depois da intervenção, ela precisou ficar cerca de um mês em repouso e outros dois dormindo de barriga para cima. Se a cirurgia não fosse realizada, o problema poderia se agravar com o tempo. ‘‘A deficiência na oxigenação do cérebro levaria o organismo a ficar cada vez mais debilitado, podendo levar inclusive à perda de movimentos’’, explica sua mãe, Eva Aparecida Silva.
  Hoje, um ano após o transplante, Bruna consegue ter uma vida completamente normal. Trabalha em um consultório odontológico, estuda à noite e sonha em ser modelo. Futuramente, ela pretende se submeter a uma cirurgia plástica para retirar a cicatriz proveniente da incisão (que se extende por quase dois terços de seu tórax), única marca perceptível do problema que teve. (A.I.)

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