Londrina – A aposentada Paula Martins viveu 47 anos ao lado do marido. A união feliz foi interrompida abruptamente. E de modo trágico. O também aposentado Arnaldo Martins, de 68 anos, foi morto na noite do dia 30 de abril do ano passado, ao chegar em casa, no Jardim Santa Rita (zona oeste de Londrina), na companhia da mulher e das filhas. Ele levou um tiro no peito durante uma tentativa de assalto.
Este foi um dos quatro latrocínios registrados ano passado em Londrina, crime que completou nove meses nesta semana e que ainda passa como um filme na cabeça da viúva. "Não tenho prazer para viver, é uma cicatriz difícil de curar. Acabou com a vida da gente", lamenta Paula Martins.
Três jovens foram detidos na mesma semana do crime, acusados de participação no latrocínio, dois eram adolescentes. Ainda não houve o julgamento do maior de idade.
A família da vítima conta que pouca coisa mudou no setor de segurança pública no bairro, localidade onde foram registrados dois assassinatos, além do latrocínio contra Martins, no ano passado. "Nada mudou, estamos isolados. É difícil ver policial aqui fazendo rondas. Chegaram a falar em fazer um módulo policial, até hoje nem satisfação. A segurança está de mal a pior", reclamou.
Além dos quatro latrocínios, 111 homicídios foram registrados no ano passado em Londrina.

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