Cianorte quer Santa Casa sob intervenção
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Caroline Vicentini<br> Reportagem Local 
Londrina- Funcionários da Santa Casa de Cianorte (80 km a leste de Maringá) e populares realizaram ontem uma manifestação em frente ao fórum da cidade pedindo que a intervenção do hospital, decretada em setembro do ano passado, seja mantida. ''Nos últimos meses houve uma melhora sensível na qualidade do atendimento à população, pagamento das contas em atraso e os funcionários estão sendo bem tratados e recebendo os salários em dia'', justifica o auxiliar administrativo Alessandro Valter Baroni.
Segundo o funcionário, antes da intervenção os funcionários eram coagidos e maltratados. Em depoimento prestado à Casa da Cidadania/Promotorias de Cianorte, uma funcionária declarou que o presidente da Fundação Hospitalar Intermunicipal de Saúde (afastado judicialmente da função), tinha o costume de gritar com os funcionários, fumar nos corredores do hospital e oferecer R$ 1.000,00 para quem entregasse o ''ladrão'' entre os funcionários, pois acreditava que subtraíam materiais do hospital.
Segundo o promotor e curador de fundações Joelson Luiz Pereira, o Ministério Público ingressou com uma ação de intervenção da Santa Casa devido a uma série de irregularidades patrimoniais, contábeis, financeiras, higiênicas e estatutárias. ''A Fundação foi construída sobre a propriedade Pletsch Naban, pertencente ao doutor Jorge, sendo que 17% do que o hospital arrecadasse iriam para a empresa, inclusive para o presidente e funcionários que já eram remunerados pela Fundação.
Com a investigação do MP, fez-se um contrato de comodato com o aluguel do prédio orçado em R$ 41 mil, valor considerado exorbitante. Outros problemas constatados foram a ausência de licença da Vigilância Sanitária para funcionamento por conta de inadequações sanitárias e de funcionários, superfaturamento dos DPVATs e reprovação das contas prestadas no período de 2000 a 2004'', explica o promotor. Em uma ação paralela, o MP pede a reparação dos prejuízos causados aos cofres públicos.
A reportagem tentou contato com Jorge Nabhan e a juiza Stela Maris Peres Rodrigues, da Vara Civil de Cianorte, mas não obteve retorno.


