Celso Pacheco/DivulgaçãoFILOAnimação Ao som das palmas da platéia, os bonecos fizeram um verdadeiro baile no palco do ZerãoA identificação foi instantânea. O público paranaense reconheceu e gostou de participar das manifestações culturais populares trazidas a Londrina pela Cia. Folclórica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, para a 32ª Mostra Nacional Regional e Universitária do Festival Internacional de Londrina (Filo).
O atraso de 50 minutos não tirou a animação dos espectadores que lotaram o espaço reservado para o show, no Zerão. Bonecos e dançarinos convidaram ao palco uma platéia animada com o folia de reis, ciranda de Parati, carimbó do Pará e com o frevo de Pernambuco.
Para a diretora do grupo Eleonora Gabriel, é importante a interação com o público. ‘‘Existe uma semelhança da ciranda com o fandango paranaense, e as crianças, principalmente, gostam muito e entram no ritmo.’
Ao som das palmas da platéia e dos tamancos dos dançarinos, os bonecos fizeram um verdadeiro baile no palco. As saias floridas e as camisas xadrez embaladas pelas violas caipiras fizeram o público relembrar as festas folclóricas. ‘‘Precisamos incentivar a nossa cultura, que é tão bonita e tão rica’’, diz Eleonora.
Sábado à tarde, também no Zerão, o público do Filo assistiu à apresentação da peça ‘‘A Exceção e a Regra’’, com a Tribo de Atuadores Ói Noiz Aqui Traveis, de Porto Alegre.
A princípio desconfortáveis por ter de ficar em pé, os espectadores acabaram atraídos pelo tema de injustiça da peça de Bertold Brecht. Os bonecos de pernas-de-pau, sempre uma atração à parte, encantaram o público e assustaram as crianças menores.
‘‘Queremos desmitificar o trabalho dos atores. É preciso que o público chegue perto, fale com a gente, dê as impressões e reconheça seus problemas cotidianos no roteiro da peça’’, afirmou o ator Zé da Terreira.(Leia mais sobre a Mostra de teatro no caderno Folha 2)

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