Chuvas voltam a causar transtornos no aeroporto de Londrina
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domingo, 10 de fevereiro de 2013
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
O Aeroporto José Richa de Londrina ficou fechado durante toda a manhã de ontem em virtude do tempo chuvoso e da pouca visibilidade. De acordo com a Infraero, o aeroporto suspendeu as operações por mais de oito horas e nove voos foram cancelados. O aeroporto reabriu às 11h44 e, até o fechamento desta edição, operava por instrumentos.
O aeroporto fechou pela primeira vez às 2h15 da manhã e reabriu às 6h13. Mas, às 7h12, voltou a suspender as operações. Os voos cancelados, de pousos e decolagens, tinham destino para Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), São Paulo, Curitiba, Campinas (SP) e Brasília (DF), além de conexões.
Os cancelamentos e atrasos de voos deixaram o saguão do aeroporto lotado e muita gente, que havia reservado o feriado para descansar, passear, visitar familiares ou pular o carnaval, ficou revoltada e irritada.
A farmacêutica Fabiane da Silva Ramos, 26 anos, tinha reservado o feriado prolongado para dançar frevo na capital pernambucana, mas com o cancelamento de um voo para São Paulo perdeu o primeiro dia da festa em Recife (PE). "É um transtorno danado, pois com o cancelamento perdi a conexão. Chegaria em Recife às duas da tarde e iria direto para a avenida. É um pena e o jeito é ter paciência", se conformou Fabiane.
Já para a engenheira Luana dos Santos, 28, o problema será com o noivo. Ela tinha um almoço para oficializar o noivado em Cuiabá, onde reside. "Tomara que o meu noivo não fique bravo. Vamos ter que fazer a festa só no domingo", relatou. "Não aguento mais esperar. Vou de ônibus mesmo. A viagem é longa de 14, 15 horas, mas eu sei que deste jeito eu consigo sair e chegar".
O cancelamento de um voo para Campo Grande atrapalhou a vida da família do gerente operacional Salim Gabriel, 55 anos. Ele trabalha para uma empresa londrinense, mas que tem filial na capital sul-matogrossense. "O trabalho não vai parar durante o carnaval. Sem embarcar vou perder o dia de serviço e também dinheiro", explicou. "Propus até pagar a viagem de carro para Maringá ou Presidente Prudente (SP) e embarcar. Mas a empresa não permitiu e deu como única alternativa ir de van para Campo Grande ou esperar até terça-feira, já que nestes dias de carnaval não haverá mais voo até terça. É um desrespeito muito grande com o cliente", indignou-se o gerente.
A gerente comercial Carolina Mahmoud, 27, que visitaria a família em Campo Grande, ficou revoltada com a falta de funcionários e informações sobre o fechamento do aeroporto. "É inadmissível não ter nenhum funcionário dos órgãos que administram o aeroporto para dar uma posição, uma explicação e uma satisfação. O atendente da empresa chegou a falar que o aeroporto não tem estrutura para funcionar. Se não tem condições mesmo por que ele continua operando? Nós passageiros que sofremos", ressaltou.


