Londrina - Durante a tarde de ontem Londrina voltou a sofrer com as chuvas que caíram na cidade. A sede da APS-Down foi inundada novamente pelas águas que deveriam ser escoadas pelas galerias pluviais da Rua Vênus, no Jardim do Sol (Zona Oeste), mas o entupimento das bocas-de-lobo redirecionaram o fluxo da água para o mesmo local onde no dia 15 um muro caiu.
A tesoureira da entidade, Helena Veronesi, havia solicitado o desentupimento da boca-de-lobo há tempos, mas só foi atendida ontem. ''Nós continuamos sem água desde o dia 15 e aqui no local onde havia um muro formou-se uma verdadeira cachoeira'', reclamou.
Ela solicitou que a prefeitura demolisse o restante do muro para minimizar as possibilidades de que ele caísse sobre a entidade, mas diz que até agora não foi atendida. ''Os bombeiros nos proibiram de ficar no prédio até que o restante do muro seja demolido.''
O funcionário da prefeitura Cláudio Godoy esteve com a equipe e o equipamento próprio para desentupir a boca-de-lobo no local e se deparou com muita lama. ''Nós desconhecemos qualquer pedido de limpeza daqui antes das enchentes'', destacou.
A coordenadora do Centro de Educação Infantil Imaculada Conceição, do Jardim União da Vitória (Zona Sul), Maria Ribeiro, instituição que foi atingida pelas chuvas do dia 15, explica que um pouco de água chegou a invadir a creche, mas os pedreiros que trabalham na reconstrução do muro solucionaram o problema.
Na Rua Yoshimasa Suzuki, no Jardim Maria Lúcia (Zona Oeste), a casa de Roseli Enes Moreira de Oliveira, de 53 anos, foi interditada pelo Corpo de Bombeiros. As rachaduras estão por toda a casa e provavelmente foi provocada por uma infiltração, que fez o solo ceder. ''Nós chamamos a Defesa Civil na sexta-feira e havia só um ponto trincado na casa, mas depois a casa começou a rachar cada vez mais e o engenheiro avaliou que não havia problema, mas hoje, quando os bombeiros chegaram, falaram para a gente sair imediatamente'', revelou.
O Residencial Lindoia, no Jardim Santa Clara (Zona Leste), que também apresentou rachaduras decorrentes das fortes chuvas e da movimentação do solo, continua interditado e em obras. Os moradores fecharam acordos individuais com a Caixa optando que a instituição bancária isente parcelas, condomínios e contas de água e luz ou então permaneçam em outro apartamento da Caixa até a conclusão das obras.
Na Rua Pio XXII, quase esquina com a João Cândido, no Centro, um hibisco caiu sobre um carro estacionado em frente ao Edifício Tuparandi. O carro pertence ao pintor Jorge Donizeti Morais, 35, que foi ao banco e ao retornar se deparou com a árvore caída sobre o seu carro. O pintor questiona quem pagará pelos eventuais estragos provocados pela queda da árvore. ''Eu acredito que tenha afetado a lataria e a pintura do veículo'', argumentou.

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