Chuvas pioram estado das marginais e provocam o aparecimento de mais buracos
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2000
Por Maurício Moraes 
São Paulo, 15 (AE) - No rastro das chuvas, surgem buracos a cada dia nas Marginais do Tietê e do Pinheiros. A reportagem percorreu as duas vias e encontrou 60 deles, descontadas pequenas falhas no asfalto. Há desde depressões menores, com cerca de 15 centímetros de diâmetro, até verdadeiras crateras, cuja circunferência supera 1 metro.
Os buracos põem em risco a segurança dos motoristas, provocando furos nos pneus ou acidentes mais sérios. O trecho onde o asfalto está mais prejudicado fica na Marginal do Tietê, entre as Pontes Julio de Mesquita Neto e o Cebolão, no sentido da Rodovia Castelo Branco. No lugar, há 19 buracos. Boa parte deles fica do lado direito, na pista local, e é mantida aberta pela água de esgotos e vazamentos.
Um exemplo disso é o buraco que fica próximo da Ponte Julio de Mesquita Neto, em frente de um conjunto do Cingapura. O esgoto de alojamentos construídos no local vai para a pista da Marginal, danificando o asfalto. "A Prefeitura conserta, mas sempre acaba abrindo de novo", afirmou a faxineira Maria José da Conceição Siqueira, que mora em um dos prédios. Desgaste - Os outros buracos têm como origem o desgaste da pista
agravado pelas chuvas. Entre o Cebolão e a Ponte do Jaguaré, na Marginal do Pinheiros, duas crateras de pouco mais de 50 cm de diâmetro e cerca de 10 cm de profundidade atrapalham os motoristas na pista local.
O maior buraco flagrado pela reportagem fica na zona sul
poucos metros depois da esquina da Marginal do Pinheiros com a Rua Verbo Divino, em Santo Amaro. Com aproximadamente 1 m de extensão, 40 cm de largura e 15 cm de profundidade, ele obriga os motoristas a desviar. Os veículos têm de se aproximar dos carros que passam na faixa ao lado, o que pode causar acidentes.
Na tentativa de desviar de uma cratera, o motociclista Sandro de Oliveira, de 25 anos, acabou ficando três dias numa Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele estava na Marginal do Pinheiros quando viu uma grande falha no asfalto. Jogou a moto para o lado, mas ela acabou batendo numa caminhonete e Oliveira foi arremessado ao chão. "Quebrei a mandíbula e tive fratura exposta no braço esquerdo", disse. "As pistas das Marginais estão sem condições". Caminhões - A estudante Daniela da Fonseca Cid, de 22 anos, tem a mesma opinião. "A situação está péssima, principalmente nas pistas locais, onde passam mais caminhões", destacou. Segundo ela, o número de cavidades no asfalto tem aumentado e apenas alguns trechos recebem atenção da Prefeitura. Os buracos também prejudicaram o representante comercial Joaquim Montalvan Neto, de 44 anos. Há três meses uma cratera em uma das Marginais quebrou a suspensão dianteira do seu carro.
A assessoria de Imprensa da Secretaria das Administrações Regionais informou que, até o dia 9, está sendo feito um mutirão para corrigir o asfalto das Marginais na pista expressa. A reportagem constatou, porém, que o maior número de buracos fica na pista local, de responsabilidade de cada administração regional. Nesse caso, os reparos costumam ser feitos nas manhãs de sábado. Pelos 45 quilômetros das Marginais do Tietê e do Pinheiros, passam cerca de 1.300 carros por dia.


