Depois de três dias em Ponta Grossa, os mais de 1.300 sem-terra que estão participando da Marcha pelo Brasil deixaram a cidade debaixo de muita chuva. A proposta inicial, de ir caminhando até a saída de Ponta Grossa, teve que ser cancelada. A chuva intensa obrigou os integrantes da marcha a seguir de ônibus, carros e caminhões.
A concentração para partir de Ponta Grossa aconteceu em frente a Igreja Bom Jesus, no bairro de Uvaranas, onde estava alojado um grupo de pessoas. Eles saíram de Ponta Grossa por volta das 14 horas, em direção ao município de Campo Largo, onde iriam pernoitar, para hoje de manhã seguir para Curitiba.
Os dirigentes do MST reconhecem que a chuva durante o final de semana prejudicou a programação da marcha. Mas entendem, porém, que o movimento atingiu seus propósitos. De acordo com Pedro Faustino, o objetivo maior da marcha, que seria a conscientização da população sobre os problemas sociais do Brasil, foi cumprido.
Mesmo não tendo conseguido reunir os segmentos da sociedade em geral no Grito dos Excluídos, por causa da chuva na tarde de segunda-feira, os coordenadores garantem que o MST está satisfeito com o envolvimento das comunidades dos bairros onde os sem-terra ficaram alojados. Segundo Faustino, a participação das pessoas dos bairros e periferia da cidade foi maciça.
Os sem-terra destacaram a participação da Igreja na Marcha pelo Brasil, que além de ceder o espaço para alojamento, ainda contribuiu com remédios e alimentação, solicitando também apoio e ajuda da população em geral.

mockup