Chuvas já mataram 12 pessoas na capital paulista em 99
São Paulo, 02 (AE) - Seis pessoas morreram em consequência da chuva de ontem (01) na capital paulista.Quatro em desabamentos e duas afogadas. A Defesa Civil não confirmou um terceiro afogamento. O total de mortos em enchentes neste ano chega a 12 na capital e a 27 no Estado, segundo a Defesa Civil do Estado.
Quatro pessoas foram soterradas na altura do número 100 da Rua Doutor Nassau, no Jardim Miriam. As outras duas morreram afogadas perto da Avenida Nossa Senhora do Sabará, também na zona sul. Cleunice Alves Santos da Rosa, de 24 anos, Maria do Socorro Nascimento Reis, de 42, e as crianças Luiz Alves Machado Neto e Luana Alves Santos Rosa, ambas de 4 anos, morreram no desabamento. Ricardo da Silva, de 20 anos, sofreu fraturas nas pernas, mas passa bem. A Defesa Civil não identificou as duas vítimas de afogamento.
A Defesa Civil também não havia divulgado o número de pessoas desabrigadas na segunda-feira. Mas as chuvas que atingiram São Paulo no fim de semana deixaram 1.986 famílias desabrigadas ou 8.612 pessoas.
De acordo com o diretor do Centro de Tecnologia Hidráulica (CTH), Mário Thadeu Leme de Barros, as chuvas de ontem são difíceis de ser previstas com muita antecedência. "Dependendo do tipo de chuva, o radar prevê com até três horas de antecedência", disse. "No caso das chuvas de verão, ele não é tão ágil e a previsão tem 20 minutos."
O CTH é uma diretoria do Departamento Estadual de água e Energia e é responsável por informar a Prefeitura e as Defesas Civis municipal e estadual da possibilidade de chuva forte. Na segunda-feira esse alerta foi dado. De acordo com funcionários da Defesa Civil municipal, às 15h15 as Administrações Regionais foram postas em estado de alerta. Trinta minutos depois, em estado de emergência.
A chuva de ontem foi mais intensa na região do Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo. Lá foram 118 milímetros de água. Em Santana, onde é medido o índice oficial da cidade, a chuva atingiu 50,1 mm. O recorde de chuva em único dia em março, medido em Santana, é de 106,2 mm em 11 de março de 1994. De acordo com Barros, essa diferença de níveis é uma das características das chuvas de verão.





