Manila, 04 (AE-ANSA) - Mais de 600 pessoas morreram e milhões estão desabrigadas em consequência do tufão Olga, que atinge vários países asiáticos, principalmente, a China, informaram hoje (04) fontes oficiais. As inundações e desabamentos provocados pelas chuvas e transbordamentos dos rios atingem a China, Filipinas, Coréia do Sul e do Norte, Tailândia, Bangladesh, Vietnã e Nepal. A Cruz Vermelha informa que, na China, a maior parte dos mais de 400 mortos são moradores do vale do rio Yang-tsé. As primeiras estimativas indicam que cerca de 66 milhões de pessoas sofrem as consequências da tormenta e que boa parte delas encontram-se desabrigadas. Um porta-voz da organização humanitária disse que há o temor de um agravamento da situação, pois prevê-se para o final de agosto o transbordamento do rio Amarelo, o segundo em extensão depois do Yang-tsé. A Cruz Vermelha chinesa lançou hoje (04) um apelo à comunidade internacional para que seja enviada ajuda de emergência para as populações das regiões mais afetadas. Em 1988
a China sofreu as piores enchentes desde os anos 50, com um total de quatro mil mortos e danos materiais estimados em US$ 25 milhões. Na Índia, onde chove torrencialmente desde junho, fontes locais informarm que cerca de 300 pessoas morreram desde então. Uma colina inteira desabou em Manila, capital das Filipinas, e matou cerca de 12 pessoas, depois de cinco dias consecutivos de fortes chuvas. Mais de 100 casas ficaram totalmente destruídas e 47 pessoas encontram-se desaparecidas. Na capital filipina e nas províncias próximas, cerca de 500 mil pessoas foram evacuadas e as autoridades declararam estado de emergência. As enchentes castigam também a Coréia do Sul, onde pelo menos 35 pessoas morreram e 28 encontram-se desaparecidas. Um exército de 170 mil homens foi mobilizado para tentar amenizar as consequências da catástrofe natural provocada pelo tufão Olga, com ventos de até 165 quilômetros por hora, que nesta quarta-feira (04) começou a castigar a costa das duas Coréias, onde cerca de 25 mil pessoas perderam suas casas. Não há até agora dados oficiais sobre as vítimas na Coréia do Norte. A agência de notícias KCNA informou que as chuvas alagaram 40 mil hectares de terras cultivadas, o que representa um duro golpe para a fraca economia do país. As chuvas afetaram também a Tailândia, onde a província de Chantaburi, no sudeste do país, ficou totalmente alagada, provocando a morte de seis pessoas. No Nepal, pelo menos 130 pessoas morreram e, no Vietnã, há mais de 36 mortos.

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