Belém, 22 (AE) - As fortes chuvas que têm caído na região centro-oeste do país fizeram os rios Tocantins e Itacaiúnas, no sul e e sudeste do Pará subirem de maneira assustadora nos últimos dias, colocando em situação de risco mais de 14 mil pessoas que vivem na parte baixa de Marabá.
Cerca de 3 mil famílias já foram obrigadas a abandonar suas casas, muitas levando apenas a roupa do corpo, para buscar abrigos públicos e residências de parentes na Nova Marabá.
O prefeito do município, Geraldo Veloso (PSDB), não descarta a possibilidade de decretar estado de emergência, num primeiro momento, e de calamidade pública, caso o nível das águas do Tocantins continue subindo na média de 9 centímetros diariamente.
Bairros como Santa Rosa, Olaria, Francisco Coelho, Folha 35, Francisco Coelho e Amapá são os mais atingidos pelas enchentes. No Santa Rosa, a água já se aproxima do teto de algumas residências.
A Defesa Civil, o Exército e o Corpo de Bombeiros mobilizavam ontem 13 caminhões para recolher roupas e eletrodomésticos dos moradores. A lavradora Maria Fernanda de Oliveira deu uma demonstração de amor aos animais ao recursar-se a embarcar em um dos caminhões com seus cinco filhos, alegando que Madona, sua macaquinha de estimação, estava presa em uma árvore no quintal da casa, assustada com a subida do rio.
Soldados foram até o local, mas o animal só aceitou descer da árvore quando Fernanda, trepada em uma escada, estendeu-lhe a mão.
Em Parauapebas, a 150 quilômetros de Marabá, a prefeita Isabel Salmen (PSDB) decretou estado de emergência. "Já temos mais de mil pessoas ilhadas em bairros inteiros sem poder sair de suas casas."

mockup