São Paulo, 14 (AE) - Durante todo o domingo, as chuvas provocaram 13 desabamentos em São Paulo, incluindo quedas de residências, muros e deslizamentos de terra, segundo informações da Defesa Civil Municipal. Não houve vítimas. Entre os casos registrados, três foram de quedas de casas: na Lapa, zona oeste, na Vila Socorro e em Santo Amaro, na zona sul. De acordo com dados da Prefeitura, 264 famílias vivem em áreas de risco. Em 237 pontos os técnicos reconhecem que os acidentes podem, facilmente, provocar mortes.
Segundo dados de 1997, da Secretaria das Administrações Regionais (SAR), há 953 locais de risco na cidade. O número, porém, pode ter aumentado nesses três anos. Apesar disso, o Município não desenvolve nenhum programa integrado para a retirada de pessoas desses lugares onde a maior ou menor quantidade de chuva pode significar uma sentença de morte. Desde o início do ano, a Secretaria de Assistência Social já distribuiu 1.625 colchões, 953 cestas básicas e 267 cobertores para pessoas vítimas de enchentes e desabamentos.
A secretaria cadastra desabrigados ou moradores de áreas perigosas, oferece transporte para a casa de parentes ou amigos, vagas em albergues e passagens de volta para a cidade de origem. O atendimento, porém, tem caráter mais de emergência do que preventivo. "Não há uma política específica de prevenção", afirma o professor de Direitos Humanos da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo Nelson Sauli Júnior, especializado em urbanismo.
"Falta mapeamento atualizado, planejamento habitacional e projetos de urbanização para essas populações; a fiscalização para evitar construções em locais proibidos também é insuficiente".

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