Agência Estado
Do Rio
Doze pessoas morreram e outras 550 estão desabrigadas em consequência das chuvas que atingem o Estado do Rio desde a noite do réveillon. As regiões serrana e sul foram as mais afetadas, com deslizamentos de terras, ruas e casas alagadas. A Rodovia Presidente Dutra ficou interditada, provocando um engarrafamento de 26 quilômetros na direção Rio-São Paulo e mais oito quilômetros no sentido inverso.
A interdição da Rodovia Presidente Dutra na altura de Resende (RJ) provocou o cancelamento de todas as saídas de ônibus com destino a São Paulo do Terminal Rodoviário Novo Rio a partir do início da manhã de ontem. O problema provocou confusão no setor de embarque e prejudicou muitas pessoas. Até as 16 horas a venda de passagens permanecia suspensa.
Dos 12 mortos contabilizados pela Defesa Civil, um dos corpos continuava desaparecido até o final da tarde. ‘‘Pela nossa experiência, a vítima não deve estar viva’’, comentou o diretor de apoio comunitário da Defesa Civil Estadual, coronel Jorge Lopes, ao explicar que a prioridade do órgão não seria procurar desaparecidos. ‘‘Vamos mobilizar esforços para onde há chance de encontrar pessoas com vida.’’ Quatro vítimas fatais estavam em Teresópolis, na região serrana.
Catarina Dolorosa Firmino, de 50 anos, e duas crianças de dez e três anos foram soterradas por uma casa que desabou, no bairro Jardim Salaco. Na localidade de Vale da Revolta, também na região serrana, o desmoronamento de outra casa matou Adriano de Medeiros, de 21 anos. Em Araras, distrito de Petrópolis, Gilberto Souza da Silva, de 24 anos, subiu no telhado de sua casa para se proteger da inundação, mas morreu depois de perder o equilíbrio e cair. Houve alagamento na Rodovia Washignton Luiz, que liga Rio à cidade serrana.
Os bombeiros de Três Rios, cidade vizinha a Petrópolis, conseguiram resgatar cinco pessoas do Rio Paraíba, que ficou um metro acima do normal, mas Ivalmir Monteiro da Silva, de 22 anos, acabou morrendo ao tentar salvar seu cachorro. No Rio Paraíba do Sul, também em Três Rios, Charles Maciel dos Santos, de 29 anos, também não conseguiu sobreviver. Ele se afogou depois que seu carro caiu no rio. Em Engenheiro Passos, distrito de Resende, a Defesa Civil registrou outra morte: Maria dos Santos, de 75 anos, foi arrastada pela correnteza ao atravessar uma rua alagada.
Na Rio, um desabamento atingiu três casas na Favela Morro da Pedreira, em Acari, zona norte da cidade, e provocou a morte de Flávio Silva de Oliveira, de 25 anos, sua mulher, Janaína, de 17, e de uma senhora identificada apenas como Maria do Carmo, de 78. ‘‘As pessoas devem abandonar as regiões de risco o mais rápido possível’’, afirmou o coronel Lopes. Os bairros mais atingidos da cidade foram Santa Cruz e Sepetiba. Segundo a Defesa Civil municipal, a água invadiu casas de oito localidades, cerca de 150 pessoas ficaram desalojadas e tiveram que ser acomodadas em casas de amigos e parentes.
Municípios como Mendes, Barra Mansa, Barra do Piraí, também sofreram com as inundações. Em Mangaratiba, até a delegacia foi alagada e os presos ficaram com água pela cintura. Os presos de Barra Mansa foram tiveram de ser transferidos. As duas pistas da serra de Nova Friburgo foram fechadas por barreiras que deslizaram. Até a tarde de ontem, funcionários do Departamento Estadual de Estradas e Rodagens (DER) trabalhavam na pista para liberar o local. A previsão era de mais chuva para as próximas 48 horas.No Rio, as regiões serrana e sul foram as mais afetadas com deslizamento de terras: 12 pessoas estão mortas e outras 550 perderam tudo
Agência EstadoTranstornosEm Barra Mansa, presos são transferidos de barco: águas deixaram delegacia quase que submersa