Agência Estado
De São Paulo
O diretor do Departamento de Defesa Civil do Estado de São Paulo, coronel Adauto Luiz da Silva, está vistoriando as cidades do Vale do Paraíba, que foram atingidas pelas chuvas. Segundo nota oficial divulgada pela Defesa Civil, ontem, às 10 horas, foi enviado um caminhão com cestas básicas, roupas e materiais diversos para distribuição às famílias desabrigadas.
Em Campos do Jordão, o prefeito Osvaldo Gomes da Silva Filho decretou estado de emergência devido aos alagamentos e vários deslizamentos de terra. Ontem, às 4 horas, um homem morreu devido ao desabamento de sua casa, no bairro Britador.
Por volta das 14h30 um morro no bairro de Vila Santo Antônio desmoronou, destruindo cerca de 15 casas. Ainda não há estimativa sobre o número de mortos ou feridos. A chuva continua na Serra da Mantiqueira e aumenta os riscos das operações de socorro..
Em Lavrinhas, também foi decretada situação de emergência pelo prefeito. Segundo o monitoramento da Defesa Civil, no bairro Capela do Jaú, há 200 famílias sem água, 18 desalojados e uma ponte foi destruída. No bairro Retiro dos Barbosas há 90 pessoas ilhadas.
Em Cruzeiro, 200 famílias desabrigadas foram alojadas em quatro escolas estaduais, sendo que os bairros mais prejudicados são Itaguaçaba, Vila Maria, Juvenal e Batista. Em Guaratinguetá, há 90 famílias desalojadas provenientes de vários bairros alagados. A maioria dos bairros atingidos ficam próximos a áreas de risco nas zonas rurais e urbanas.
Em Queluz, uma pessoa morreu, dez estão feridas e cerca de 1,1 mil estão desabrigadas. A cidade fica próximo à divisa com o Estado do Rio e parte está sob as águas; bairros às margens do Rio Paraíba do Sul estão praticamente submersos. A vítima fatal foi identificada pela Defesa Civil do Estado como sendo Joaquim Pedro de Castro, de 70 anos.
Campinas A situação também é grave em Mogi-Guaçu, na região de Campinas. O funcionário público Edson Cândido de Almeida, de 37 anos, morreu afogado anteontem à noite, ao ajudar os desabrigados da Vila Maria, que tiveram suas casas atingidas pelo Rio Mogi-Guaçu, que transbordou.
Em Campinas, parte do setor de Pediatria do Hospital Mário Gatti, no último andar, foi interditada por causa da água acumulada no teto, que escorreu e atingiu os leitos.