Seul, 03 (AE-AP) - As chuvas de verão continuam a castigar a região sudeste da ásia, provocando enchentes e destruição. Na Coréia do Sul, pelo menos 35 pessoas morreram e outras 22 estão desaparecidas. As enchentes também inundaram centenas de casas nas Filipinas, onde uma represa que abastece a capital Manila transbordou hoje (03). Um dos subúrbios de Manila
Malabon, encontra-se 90% submerso, com a água subindo à altura dos ombros em algumas partes, informou o porta-voz da capital filipina, Abbi Balatbat. Os rios transbordaram e os campos de arroz transformaram-se em lagos em meio as persistentes chuvas na ásia, forçando as pessoas a fugir das áreas mais baixas, adiar viagens aéreas e abandonar suas casas. Nesta terça-feira (03), uma nova tempestade no Mar Amarelo castigou as regiões sul e oeste da costa sul-coreana. Desde o final de semana, as enchentes forçaram centenas de pessoas a abandonarem suas cidades e vilas entre a capital Seul até a fronteira com a Coréia do Norte - distante 55 quilômetros. Centenas de turistas estão abandonados num resort na ilha de Cheju, ao sul da península coreana, depois que quatro aviões de companhias aéreas domésticas voaram de volta para Seul nesta manhã para evitar prejuízos. As informações são de que centenas de casas na ilha foram alagadas pelas chuvas de hoje (03). "Com a nova tempestade, as coisas que já eram ruins ficaram piores", disse o presidente sul-coreano Kim Dae-jung. Na área inundada da cidade de Choonchun, cerca de 153 quilômetros a noroeste de Seul, um ônibus de turismo foi arrastado da estrada para um rio, matando nove pessoas e ferindo outras 31, informaram as equipes de resgate. De acordo com os serviços de metereologia sul-coreanos, a tempestade chegou a Coréia do Norte nesta terça-feira (03). Uma rádio norte-coreano alertou que as chuvas poderão provocar prejuízos nas lavouras ao sudoeste do país e atingir a capital Pyongyang. Nas Filipinas, as chuvas deixaram pelo menos 27 mortos e seis desaparecidos e as águas continuam a subir. As autoridades filipinas disseram que nove pessoas foram mortas em desabamentos de terra e 18 morreram afogadas. Quase 12 mil casas foram invadidas pelas águas, forçando a evacuação de cerca de 60 mil pessoas da região central da ilha de Luzon, incluindo a região metropolitana da capital Manila. O presidente filipino, Joseph Estrada, declarou estado de emergência na região de Manila e em três províncias próximas - Pansasinan, Pampanga e Rizal. As águas transbordaram a barragem de La Mesa Dam, que fornece água para a região de Manila, e as autoridades fizeram uma apelo para que os moradores das regiões próximas ao rio deixem a área imediatamente. No entanto, centenas de famílias que vivem ao longo do rio recusam-se a deixar suas casas devido ao temor de que seus barracos sejam saqueados enquanto estiverem fora. "As vítimas aqui são pessoas pobres, portanto, elas são a minha principal prioridade", disse o presidente Estrada. As ruas da região metropolitana de Manila estão alagadas, o tráfego está interrompido e as escolas e mercados financeiros foram fechados nesta terça-feira (03). Alguns moradores da capital tiveram de subir aos telhados e aguardar resgate. De acordo com os serviços de meterologia, as chuvas deverão continuar a castigar as Filipinas por muitos dias ainda. As enchentes a leste da Tailândia mataram pelo menos cinco pessoas e deixaram cerca de mil desabrigados. O piso térreo da penitenciária de Chanthaburi foi invadido pelas águas nesta terça-feira, obrigando as autoridades a ordenarem a evacuação de 300 dos 1,2 mil presos. No sudoeste do Camboja, a polícia informou que parte da rodovia 4, uma das principais do país, estava sob as águas interrompendo o tráfego para o porto de Sihanoukville. No Vietnã, 24 pessoas morreram e outras 25 continuam desaparecidas depois que as chuvas inundaram parte das províncias centrais na semana passada. A província de Binh Thuan foi a mais seriamente atingida pela catástrofe, com 17 mortos e 12 desaparecidos. De acordo com as autoridades, 1,128 casas na província foram totalmente destruídas, deixando mais de cinco mil pessoas desabrigadas. O governo de Hanói estima que os prejuízos em infraestrutura e nos setores de pesca e agricultura em US$ 14,2 milhões. Na China, as águas do rio Yang-tsé retrocederam com a diminuição das chuvas. A região da China central foi a mais atingida pelas fortes chuvas deste verão. Não há dados disponíveis sobre os prejuízos provocados pelas enchentes dos últimos dias. No entanto, a mídia oficial chinesa relata que, desde o início do verão, pelo menos 300 pessoas já morreram vítimas das enchentes provocadas pelas chuvas.

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