Chuvas causam
vários estragos
em São Paulo
Agência EstadoPrejuízoAlagamentos em São Paulo foram causados por atraso ou inexistência de obras de combate a enchentes

Agências Folha e Estado

Pelo menos 130 casas foram alagadas na madrugada de ontem em São Paulo em duas enchentes. Não houve feridos e nem desabrigados, segundo a Defesa Civil de São Paulo. Os dois alagamentos foram causados por atrasos ou inexistência de obras de combate às enchentes, de responsabilidade do Estado ou prefeitura. O caso mais grave foi registrado na zona norte de São Paulo, onde o transbordamento do córrego Cabuçu de Cima alagou cerca de 80 casas.
Segundo a Administração Regional do Jaçanã, o alagamento foi provocado por uma obra de canalização do Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica), que vinha sendo mantida em ritmo lento, pelo menos, nos últimos dois meses.
A outra inundação foi registrada na região do Campo Limpo. Cerca de 50 casas foram alagadas depois que o córrego Paciência, que não é canalizado, transbordou em uma área de invasão, no Jardim Lídia. A Administração Regional do Campo Limpo interditou 11 casas construídas na beira do córrego.
As duas enchentes são um indicativo do que a cidade voltará a enfrentar a partir de dezembro, quando começam as chuvas de verão. Estado e prefeitura confirmam os atrasos no cronograma das obras contra-enchente e afirmam que São Paulo só ficará livre das inundações a partir de 2001.
Em Jundiai (60 km de São Paulo), os telhados do ginásio de esportes do Clube Primavera, e de uma casa na periferia da cidade desabaram de manhã, após fortes ventos e da chuva que atingiram a cidade. Ninguém ficou ferido.
O Centro de Ensino e Pesquisas em Agricultura da Universidade Estadual de Campinas registrou ventos de 73 km/h à 1h10 de ontem. Em Campinas (SP), as chuvas inundaram quatro residências na região sudoeste, segundo a Defesa Civil. Uma árvore e um muro com problemas de construção também ruíram.
Uma chuva forte, acompanhada de granizo e ventos, inundou casas, derrubou muros e provocou prejuízos também em Sorocaba, a 90 quilômetros de São Paulo. Foi a primeira chuva depois de 70 dias de estiagem na cidade.

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