Registro, SP, 11 (AE) - As chuvas estão atrasando as obras de duplicação da Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), que liga São Paulo a Curitiba, pelo Vale do Ribeira. A estrada ficou conhecida como a "Rodovia da Morte" por causa do elevado número de acidentes fatais. O mau estado tem provocado frequentes interdições.
Na quarta-feira a rodovia foi fechada na altura do município de Barra do Turvo por causa da queda de barreiras. Houve congestionamento e o tráfego de São Paulo para Curitiba foi desviado para as rodovias Raposo Tavares (SP-270) e Francisco Alves Negrão (SP-258).
O governo federal está investindo R$ 310 milhões na construção de 240 quilômetros da segunda pista entre São Lourenço da Serra, na Grande São Paulo, e Barra do Turvo, na divisa com o Paraná. São 25 contratos em fase de execução. O trecho paulista tem 300 quilômetros, mas os primeiros 30,a partir da Capital, já foram duplicados. Outros 30 correspondem à Serra do Cafezal e, por dependerem de licença ambiental, vão demorar mais tempo.
Mau estado - As chuvas estão prejudicando os trabalhos, segundo o superintendene regional do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), Deuzedir Martins. "Em janeiro e fevereiro, pudemos trabalhar apenas 4 e 5 dias respectivamente"
contou. Os motoristas reclamam da morosidade das obras e do mau estado da pista antiga. "O asfalto está afundando e há erosões atingindo o asfalto, principalmente perto da divisa com o Paraná", reclamou Edélcio Barrili, de Registro.
"O término deste trecho estava previsto para o ano passado, mas está tudo parado", reclamou Pedro Pereira, de Juquiá, apontando máquinas encostadas ao lado da estrada. Pedaços de caminhões acidentados ainda permanecem nos acostamentos, testemunhando os perigos da rodovia, uma das mais movimentadas de São Paulo. "Ali dois caminhões bateram e se incendiaram na semana passada", contou Pereira.
Segundo o DNER, à exceção do trecho da Serra do Cafezal, em Juquitiba, toda a duplicação será concluída no primeiro semestre do próximo ano. "Já temos trechos prontos e abertos ao tráfego", disse. Os 30 km de serra devem ser iniciados no próximo ano e concluídos em 2002. O Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (Eia-Rima) foi aprovado pela Secretaria do Meio Ambiente e a nova pista será licitada. A pista antiga será restaurada à medida que a nova for sendo entregue ao tráfego, segundo ele.
As chuvas estão agravando o estado de deterioração. "Até março do ano passado, havia 11 pontos críticos, mas hoje são mais de 30." Parte dessas obras ficará a cargo da empresa que ganhar a concessão da estrada. O processo está sendo revisto
mas a licitação deve ser concluída este ano. A concessionária instalará quatro praças de pedágio no trecho paulista.

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