Chuva volta a Londrina e deixa o tempo instável até, pelo menos, quarta-feira
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sábado, 06 de janeiro de 2018
Marcos Roman<BR>Reportagem Local 

Após ter dado uma trégua que durou apenas três dias, as pancadas de chuva que atingiram a cidade durante duas semanas seguidas voltaram a marcar presença neste sábado (6). Conforme dados do Simepar (Sistema Meteorológico do Paraná), a previsão é de que chova diariamente no município, pelo menos, até a próxima quarta-feira (10). Já o site Climatempo, prevê que o clima instável permaneça até o dia 19. Apesar do grande volume de água, a temperatura continua alta, com mínimas de 18 e máximas em torno de 30 graus.
Como já é tradição, o verão começou com bastante chuva no Paraná. Entre 20 de dezembro e a última terça-feira (2), o Simepar registrou 347,32 milímetros de chuva na região de Londrina. No período de 20 a 31 de dezembro, foram 291,32 milímetros, 85,42 acima da média prevista para todo o mês de dezembro, que é de 205,90 milímetros. "Pode voltar a chover um pouco na Região Norte em razão de chuvas que atingem o Estado de São Paulo", explicou o meteorologista do Simepar Tarcízio Valentin da Costa.
Pancadas de chuva fortes durante a tarde são típicas da estação em função da combinação de aquecimento e umidade do ar, mas o meteorologista ressaltou que neste ano tem ocorrido um fluxo de umidade e calor desde a Região Norte do Brasil, o que tem elevado a umidade no Paraná, São Paulo e Santa Catarina. De acordo com o meteorologista, o verão sofre a influência do fenômeno La Niña, mas de fraca intensidade, o que pode provocar um volume de chuvas dentro da média climatológica ou até abaixo dela no Paraná. "Poderemos ter um mês mais chuvoso, outro menos chuvoso, mas no cômputo geral dos três meses vamos ter chuvas dentro da média ou até abaixo", disse Costa.
Conforme o Simepar, o verão no Paraná é, historicamente, uma estação chuvosa. Os sistemas frontais, frentes frias ou quentes, que se deslocam pelo Sul e o Sudeste do País contribuem para instabilizar a atmosfera. Mas não são apenas os sistemas frontais que instabilizam as massas de ar. Há os aglomerados de nuvens que atuam isoladamente ou por vezes alinhados em forma de pequenas linhas de instabilidade. Estes sistemas possuem escalas espaciais menores do que as frentes, no entanto, dependendo da energia disponível no ambiente atmosférico, podem causar chuvas rápidas e que podem vir acompanhadas de trovoadas e/ou rajadas de ventos fortes. (Colaborou a repórter Simone Saris)


