Para quem deixou a compra dos presentes para a última hora o jeito foi encarar a chuva insistente da manhã de domingo
Para quem deixou a compra dos presentes para a última hora o jeito foi encarar a chuva insistente da manhã de domingo | Foto: Gina Mardones



A chuva afastou muita gente do comércio de rua de Londrina, que atende em horário estendido até as 17 horas deste domingo (24). Muitos consumidores optaram pelo conforto e praticidade dos shoppings. Apesar disso, a Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina) aposta em vendas superiores as de 2016.
Para quem deixou para a última hora a compra dos presentes o jeito foi encarar a chuva insistente deste domingo. No Calçadão, o eletricista Edmílson Antônio Baltazar não se intimidou com o tempo ruim e foi às compras ao lado da esposa, da filha e da sogra. "Preferi até vir hoje porque tem menos movimento e é mais tranquilo", afirmou. "Já comprei perfumes para a minha mulher e a minha filha e agora estou atrás do presente para o meu filho".
Para muitos consumidores mesmo com o comércio atendendo em horário estendido desde o dia 7 não foi possível comprar presentes para todo mundo. "Vim no sábado e estava muito cheio e não consegui comprar tudo. Hoje está mais tranquilo para comprar os sapatos para os meus filhos", frisou o serralheiro Emerson Aparecido da Silva. "Acabei conseguindo comprar presente para todo mundo, mas teve que ser com a calculadora na mão para não estourar o orçamento. Mas, Natal não pode passar em branco".

LOJISTAS

Entre os comerciantes, o clima não era dos mais otimistas, sobretudo em razão da chuva que atrapalhou o movimento no Centro nos últimos dias. A opinião geral é que muitos consumidores trocaram as ruas pelos shoppings. "É até compreensível esta migração, em razão do conforto, estacionamento e praça de alimentação que os shoppings oferecem", pontuou o gerente do Móveis Brasília, loja do Calçadão, Aparecido Franceschini.
O gerente admitiu que as vendas ainda não haviam superado os números de 2016 e apontou o celular novamente como o campeão de vendas. "O que vimos este ano é que o celular foi o preferido de muitos pais também como presente aos filhos até em substituição a presentes mais tradicionais, como a bicicleta", comparou.
A gerente da loja de calçados Humanitárian, Rosângela Peixoto, informou que no ano passado no dia 23 já havia sido batida a meta de vendas, o que ainda não aconteceu em 2017. "Esperamos diminuir esta diferença na última semana do mês." Peixoto, porém, admitiu que o ticket médio aumentou, mesmo não representando um incremento no faturamento. "Apostamos em algumas marcas novas e de terceiros, que tem preços mais altos que os produtos de marca própria."

FATURAMENTO

Pesquisa da Acil realizada com comerciantes de Londrina projeta um crescimento de 6% nas vendas do comércio local em relação a 2016. O vice-presidente da Acil, Fernando Moraes, lembrou que os números do ano não foram bons, mas que a expectativa para este Natal é positiva.
"A base de 2016 foi ruim, já que as vendas tiveram queda. Mas, teremos um Natal bom", afirmou. "Levantamento nacional aponta que o ticket médio do valor dos presentes aumentou e isso aumenta o faturamento do comércio".
Moraes acredita que mesmo com a chuva dos últimos dias afetando o movimento no comércio de rua, o saldo final será positivo. "O Natal este ano foi atípico em razão da véspera ser no domingo. Por isso consideramos a véspera mesmo no sábado, onde o movimento foi muito bom e se vendeu muito. Já não esperávamos muito movimento mesmo no domingo", revelou.

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