Chuva não atrapalha em Salvador
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 1999
Agência Estado 
O carnaval baiano manteve a tradição de invadir a Quarta-Feira de Cinzas com muita música e dança. O encontro dos trios elétricos na Praça Castro Alves animou milhares de foliões numa madrugada chuvosa no centro de Salvador.
Quando amanheceu, os foliões foram para o Largo do Farol da Barra para aguardar a saída do arrastão da Timbalada, reforçada este ano com os trios da Caetanave e Maderada, da cantora Ivete Sangalo. A festa se estendeu até a tarde.
Criado na década de 70 por Osmar Macedo, um dos inventores do trio elétrico, para encerrar em grande estilo o carnaval baiano, o encontro dos trios na Castro Alves, ao longo dos anos, se firmou como uma das maiores atrações da festa baiana. Como sempre, o de Armandinho, Dodô e Osmar comandou a festa, se revezando com os outros três. Poucas estrelas apareceram. Coube a Baby do Brasil e Armandinho manter a animação sob uma forte chuva, que não espantou os foliões.
No final da festa Armandinho tocou Brasileirinho num ritmo frenético, exigindo fôlego extra da multidão que lotava a praça. Depois, Baby puxou o coro do Hino do Senhor do Bonfim outra idéia de Osmar Macedo (que morreu em 97) para agradecer pelo fim do carnaval.
Com o encerramento da festa no centro, grande parte dos foliões seguiu andando até o Largo do Farol (a cerca de oito quilômetros da Castro Alves) para o arrastão da Timbalada. Carlinhos Brown, mentor da festa, trouxe o grupo Zárabes, inspirado na cultura muçulmana, para o desfile. As túnicas laranja se sobressaiam na multidão de timbaleiros e foliões do arrastão.


