São Paulo - Pelos menos 104 pessoas morreram em decorrência das chuvas que assolaram os Estados do Nordeste neste ano. De acordo a Sedec (Secretaria Nacional de Defesa Civil), apenas 7% dos 5.507 municípios brasileiros possuem Corpo de Bombeiros capacitado para atuar em desastres. Outro dado aponta que 120 cidades, mais as capitais, têm potencial para sofrer tragédias naturais.
A Paraíba foi o Estado que mais registrou mortes ocasionadas pela força das águas: 33, sendo pelo menos quatro, ontem.
Anteontem, o rompimento da barragem de Camará, alagou a cidade de Alagoa Grande (PB) e deixou em situação de risco outros municípios. O governo do Estado confirma três mortes, mas o número pode aumentar. Há desaparecidos.
De acordo com o governo, duas das mortes foram registradas em Alagoa Grande, município mais atingido. A outra vítima foi encontrada no município de Mulungu. Equipes ainda realizam um levantamento do número total de vítimas, incluindo desabrigados.
Entre os dias 31 de maio e 2 de junho, 23 pessoas, sendo 16 crianças, morreram em Maceió vítimas da chuva. A maioria delas morreu soterrada em deslizamentos de terra. Segundo avaliação preliminar da Defesa Civil, os prejuízos foram de R$ 2 milhões.
''As mortes que estão ocorrendo são exatamente onde as prefeituras não estão organizadas em suas defesas civis. Onde há preparo da população e do poder público para encarar o desastre, as perdas humanas são bem menores'', afirmou o secretário Nacional de Defesa Civil, Jorge Pimentel.
No Brasil, segundo a secretaria, 3.600 municípios possuem uma coordenação para atuar em tragédias e apenas dois Estados (Santa Catarina e São Paulo) possuem orçamentos específicos destinados à Defesa Civil.

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