Chuva mata quatro pessoas em Contagem, MG8/Mar, 17:35 Por Evaldo Magalhães Belo Horizonte, 08 (AE) - A forte chuva que atingiu a região metropolitana de Belo Horizonte na madrugada de hoje provocou a morte de quatro pessoas da mesma família e deixou outras duas feridas na Vila Barraginha, em Contagem. O muro de uma antiga fábrica de tecidos desabou sobre duas casas. A parede não teria suportado a pressão da água acumulada. Segundo o Corpo de Bombeiros, os escombros mataram na hora a dona de casa Querubina Maria Prado Costa, de 18 anos, e os filhos dela, Luiz Carlos, de dois anos, e Tiago Costa, de apenas oito meses. A irmã de Querubina, Rosa Prado Costa, de 11 anos, também morreu. No barraco ao lado, ficaram feridos Geraldo Domingos Vieria, de 44 anos, e sua mulher Irani Vieira, de 40. Os dois foram levados para o Pronto Socorro local e não correm risco de vida. Há oito anos, a Vila foi palco de uma das maiores tragédias relacionadas às chuvas em Minas. Com a queda de uma encosta e a movimentação do terreno, 200 barracos foram destruídos ou soterrados, 36 pessoas morreram e 300 ficaram feridas. O saldo final foi de mil desabrigados. A chuva começou por volta de 1h30 de hoje e durou duas horas. Segundo o 5º Distrito de Meteorologia, foram 34 milímetros de chuva em toda a capital, média de 0,27 milímetros por minuto - índice considerado típico de tempestade "moderada a forte". Apesar disso, houve inundações em vários pontos, principalmente nas regiões Oeste e Noroeste. A Defesa Civil não registrou desabrigados em Belo Horizonte. Milhares de consumidores ficaram sem luz durante a chuva em razão de danos provocados por raios. Até o fim da tarde, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) não havia divulgado balanço sobre o assunto. Barraginha - Líderes comunitários da Vila Barraginha denunciaram descaso da Prefeitura de Contagem com a região, o que teria contribuído para o acidente da madrugada de hoje. Segundo o coordenador da Associação Pró-Melhorias da Barraginha, José William, as autoridades do município chegaram a marcar casas que deveriam ser desocupadas, localizadas na rua 18, abaixo do muro que desabou, mas não fizeram a remoção dos moradores. "Em época de eleição, os políticos vêm aqui e prometem tudo, mas fica só nisso", disse. A Prefeitura informou que os moradores da vila é que se recusam a deixar o local.